Tapada das Necessidades
A Tapada das Necessidades evoluiu de recinto fechado para a prática da caça pelos monarcas de Portugal, para local privilegiado para a realização de piqueniques. O antigo convento da Congregação do Oratório, actual Palácio das Necessidades, está situado na Rua Largo do Rilvas, em Lisboa.
O Palácio foi construído no século XVIII, por ordem do Rei D.João V, na sequência de um voto daquele monarca feito a Nossa Senhora das Necessidades (cuja ermida se erguia neste local).
O Palácio tornou-se, após a expulsão das ordens religiosas, em 1834, residência dos reis da Dinastia de Bragança a partir de D. Maria II (excepção feita ao seu filho D. Luís I, que preferiu o Palácio da Ajuda). D.Fernando de Saxe Coburgo, marido de D.Maria II, residiu neste palácio até à sua morte, nele reunindo uma grande colecção de arte.
Sofreu várias campanhas e obras, fruto do gosto dos vários monarcas que nele residiram, a última das quais levada a cabo já no início do século XX, por vontade do Rei D.Carlos, que mandou ampliar a sala de jantar, devido à ampla actividade diplomática por ele empreendida.
As Necessidades foram o palco de alguns acontecimentos importantes da história portuguesa, como é exemplo a célebre caixa que o rei D.Pedro V mandou instalar à porta e onde todos podiam deixar as suas queixas e mensagens ao soberano. Após a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, tornou-se a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, função que continua a desempenhar até hoje.
A Tapada é também um espaço público de rara beleza, pois trata-se de uma zona de Reserva Florestal Nacional, murada, com uma área de 10 hectares.
Tem entrada principal pelo Largo das Necessidades e é limitada pela Rua Capitão Afonso Pala, Rua do Borja e Calçada das Necessidades. Está aberta ao público todos os dias da semana (incluindo Sábados e Domingos), e a entrada é gratuita.
