A "Rota da Citânia" estende-se ao longo das freguesia de Donim e S. Salvador de Briteiros, na orla setentrional do concelho, delimitado a norte pelas montanhas de altitude média acima dos quatrocentos metros da Falperra e a zona de vale do rio Ave, a sul.
Onde
Percurso circular : 8,5 km / 4h partidas e chegadas : a partir de S. Salvador de Briteiros GPS: N 41º 26' 31.04'' ,W 8º 17' 44.18'' (Ver Mapa)
A localização geoestratégica desta região permite o controle do corredor fluvial de penetração no interior, para o alto Ave e, por outro, vigia o tradicional caminho das terras do Este e Cavado para sul, para as bacias dos rios Ave, Sousa e Douro, corredor natural por onde mais tarde será construída a via de Bracara para Emérita.
Por outro lado, esta região do médio Ave ocupa o centro geométrico do espaço geográfico da região de Entre Douro e Minho, a meia distância entre a orla marítima e as montanhas interiores, bem como a meio caminho entre aqueles dois rios.
Os castros de Santa Iria, da citânia de Briteiros e de Sabroso, particularmente estes últimos, são dois espaços de povoamento de organizações civilizacionais que se fixaram nesta região desde a Idade do Ferro. Os trabalhos arqueológicos de Martins Sarmento em Sabroso e em Briteiros, a partir de 1875, permitiram conhecer uma das mais importantes civilizações castrejas do noroeste peninsular.
Os achados arqueológicos que então foram disponibilizados, e que podem ser observados na Citânia de Briteiros e no Museu da Cultura Castreja (dois espaços integrados neste trilho pedestre), representam importantes testemunhos da complexidade civilizacional destes povos.
Dos artefactos em ouro, com decorações muito elaboradas até ao trabalho da pedra, de que são exemplos emblemáticos as pedras Formosas, os objectos de uso pessoal, os instrumentos e alfaias usados nas actividades quotidianas, permite-nos imaginar que a civilização castreja, "matriz da identidade cultural" dos povos do noroeste possuía formas culturais e artísticas bastante evoluídas.
Ao longo da Idade média continuamos a observar elementos e sinais da continuidade ocupacional: a ponte medieval de Donim, via estruturante de ligação do povoado vimaranense com as regiões do interior, e o Mosteiro de Souto S. Salvador, são dois elementos arquitectónicos ilustrativos da importância cultural dos povos que ocupam esta região.