Artigo já terminou no dia 30/09/2022
May 30, 2022 to September 30, 2022

As Almas da Baixa de Lisboa | Exposição Fotografia

Clínica Miguel Calhau - Lisboa
R. Camilo Castelo Branco 2 2Dto, 1150-298 Lisboa, PortugalClínica Miguel Calhau
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Information

Patente na Clínica Miguel Calhau, junto à Av. da Liberdade, em Lisboa, e com a chancela Nuno Duarte Photography, esta primeira exposição de Nuno Duarte é a  concretização de um projeto que começou a ganhar forma em Julho de 2019 quando o fotógrafo, que no passado foi jornalista mas que na altura se dedicava à produção de conteúdos e gestão de marketing digital, se tornou regular a fazer retratos de rua e a divulgá-los na sua página do Instagram www.instagram.com/nuno_duarte100.

Sempre fui um apaixonado por fotografia, mas fazia-o de forma irregular e sem um tema específico. 2019 foi um ano de viragem: apaixonei-me verdadeiramente por captar as expressões humanas mais autênticas e comecei a divulgá-las, partilha Nuno Duarte e acrescenta que, por isso, não faz fotos mas recolhe fotos.

Considera-se um nómada que percorre as ruas sem nunca saber de antemão o que vai encontrar. Não gosta de poses porque defende que a verdadeira magia de um bom retrato reside no facto deste conseguir captar a alma do fotografado: Só assim o que o retrato mostra pode ser interpretado intemporalmente e por qualquer ser humano, independentemente da sua nacionalidade, cultura, raça, idade ou religião. A linguagem da alma é o idioma universal da nossa espécie e quando fica registada numa fotografia faz com que essa imagem, apesar de estática, comunique, ganhe vida e movimento.”

Na Baixa de Lisboa, o fotógrafo encontra a diversidade de seres humanos, ou melhor, de “almas”, que procura. No entanto, garante que para conseguir fazer os retratos que faz teve de começar a fotografar de forma diferente à de outros fotógrafos: Sempre que é observada a alma esconde-se e, por isso, nunca peço autorização prévia a quem fotográfo. As pessoas estão habituadas a usar máscaras perante a câmara. As que se sentem à vontade, sorriem. As que são tímidas, retraem-se e, fruto dessa retração, não gostam de se ver e acham que não são fotogénicas. Certo é que sempre que avisadas de antemão que lhes vou fazer um retrato, escondem a alma e as suas emoções mais genuínas. Prefiro, por isso, que se descubram posteriormente.”

Até hoje, reconhece Nuno Duarte, todas as que se “encontraram” no seu perfil do Instagram gostaram e agradeceram os retratos que lhes fez: Quando as poses são autênticas, mostram um momento ou uma história pura e, por isso, revelam sempre uma grande beleza”. De qualquer forma, logo acrescenta: Se algum dia alguém não gostar, respeitarei a sua vontade eliminando a imagem.”           

Assume-se fascinado por uma boa história, algo que, no passado e associado ao facto de sempre ter gostado de escrever, o levou ao jornalismo. Agora, à medida que com o tempo e de forma assídua vai percorrendo as ruas da Baixa de Lisboa para “recolher fotos”, vai descobrindo as histórias associadas a alguns dos protagonistas das suas imagens: “Além dos turistas, alguns dos retratados são artistas de rua, outros são vendedores, outros ainda são mendigos… vim a conhecer, de forma direta ou indireta, as suas histórias. Por serem, tal como eu, habituais da Baixa, há já os que me identificam e dos quais conheço, inclusivamente, o nome e com os quais falo com alguma regularidade.”

Com a experiência entretanto adquirida “de Baixa”, o fotógrafo reconhece vê-la hoje com outros olhos; sente-se parte dela e, por isso,  remata no trecho de apresentação da sua exposição dedicada às “Almas da Baixa de Lisboa”: Quanto à Alma da Baixa, soma das almas que a visitam com as que nela vivem, continuo, de cada vez que nas suas ruas me embrenho, a deixar-me seduzir pelo seu canto de sereia. Sempre que o faço, na Baixa de Lisboa deixo um pouco de mim; comigo trago um pouco dela. E aos poucos, disparo a disparo, retrato a retrato, vou-lhe traçando o perfil. Vai a Alma da Baixa fazendo parte da minha e eu, cada vez mais, fazendo parte da dela.”

À partida inusitado, o espaço não foi escolhido ao acaso. Localizada na área-alvo do trabalho do artista, a Clínica Miguel Calhau é pertença de um amigo que lhe expressou a vontade de colaborar nesta sua primeira mostra.

"Para mim, como lisboeta, é marcante perceber a diversidade de gentes e o colorido que estas fotografias transmitem aos nossos olhos, tocando o nosso interior e mostrando o sorriso que nos nasce ao observá-las. Esta exposição, aqui na clínica, transforma o ambiente e faz com que todas as pessoas envolvidas – médicos, corpo clínico, staff, pacientes, amigos e família – vivam este espaço mais intensamente pelas emoções despertadas. O meu agradecimento ao Nuno, ao seu talento e empenho, que em muito valorizou estas singelas e antigas paredes com a verdadeira Alma da Baixa de Lisboa!”, diz Miguel Calhau, diretor clínico do espaço.

  

Clínica Miguel Calhau

Abriu portas em 1949, pela mão do dr. Gil Pessanha Alcoforado, avô do seu atual diretor clínico, dr. Miguel Alcoforado Calhau. Mantém-se no mesmo espaço, junto à Av. da Liberdade, preservando a sua arquitetura  clássica, mas atualizando-se continuamente no que respeita à tecnologia garantindo o conforto, eficiência e elegância de serviço que são a sua missão.

www.clinicamiguelcalhau.com

 

Nuno Duarte

www.instagram.com/nuno_duarte100

www.nunoduartephotos.com

  

Exposição “As Almas da Baixa de Lisboa”

Clínica Miguel Calhau | Rua Camilo Castelo Branco, 2, 2º Drt., Lisboa

Segunda a sexta-feira | 9h às 18h

Entrada livre

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May 30, 2022 to September…

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