Cascais assinala o Dia Mundial do Rewilding com a libertação de cavalos Sorraias e de Corços

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No dia 20 de março celebra-se o 3º Dia Mundial do Rewilding. Lançado há dois anos pela Global Rewilding Alliance, o World Rewilding Day (WRD) 2023 unirá iniciativas de rewilding de vários continentes para aumentar a consciencialização sobre a necessidade da recuperação da natureza em todo o mundo. Em Cascais, o dia é assinalado com a libertação de cavalos Sorraia e de Corços, que viverão a partir de segunda-feira em regime semisselvagem na Quinta do Pisão. 

Os três novos cavalos Sorraia (1 macho e 2 fêmeas) e os 6 corços introduzidos agora foram adquiridos ao abrigo de um programa de apoio da Rewilding Europe para a renaturalização recorrendo a megafauna, o European Wildlife Comeback Fund. 

O objetivo do fundo é aumentar a reintrodução da vida selvagem e o reforço populacional em toda a Europa. Estes animais vão ser colocados em grandes cercados de 40 e 120 hectares respetivamente, juntando-se a exemplares das respetivas espécies já nascidos na Quinta do Pisão. 

Parte significativa do trabalho de restauro de habitats naturais de Cascais é feita pelos grandes ruminantes, nos quais se incluem burros mirandeses, cavalos Garranos, Sorraias e Corços que, através da sua atividade de pastoreio natural num número de indivíduos adequado ao habitat, controlam matos, favorecem espécies da flora e também da fauna como o coelho e a perdiz. 

Os Sorraias e os Corços foram das últimas espécies a serem introduzidas na Quinta do Pisão, em março de 2022, e a sua adaptação ao terreno foi excelente o que se verifica pela quantidade de crias registadas. 

Com esta gestão do património natural, Cascais está na linha da frente da conservação da natureza e do incremento da biodiversidade ao trazer mais vida selvagem – algumas das espécies em vias de extinção, com a criação de valor acrescentado aos serviços ecológicos e aos espaços de visitação e com um impacto positivo na gestão da biomassa e a mitigação do risco de incêndio.  A boa gestão do espaço natural do Concelho de Cascais sustentou a passagem à gestão partilhada do Parque Natural Sintra-Cascais, na vertente sul da serra e a expansão destes preceitos de renaturalização do espaço florestal até à Peninha. 

Cascais iniciou o caminho de recuperação da Quinta do Pisão em 2007. O terreno, anteriormente abandonado e vandalizado, foi alvo de um processo de restauro ecológico, com a retirada de resíduos de descargas ilegais, a recuperação do património edificado e desenvolvimento de atividades agrícolas e florestais Hoje, a estratégia implementada permite restaurar e preservar habitats, recuperar progressivamente a paisagem em mosaico, ter atividade agrícola orgânica produtiva, aumentar a biodiversidade do território e servir a população de Cascais e a visitante com um Centro de Interpretação e atividades de formação e fruição. 

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Published 17/03/2023

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