27/03/2024 a 02/09/2024

Exposições de Nicolas Floc’h e Luísa Jacinto no MAAT

Maat - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia - Lisboa
Av. Brasília, 1300-598 LisboaMaat - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
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Nicolas Floc’h, um dos mais importantes nomes internacionais da fotografia, expõe mais de 400 fotografias no MAAT. O mar é o tema central desta que é a sua primeira exposição em Portugal, com foco em imagens captadas no Estuário do Tejo e nos Açores.

O MAAT proporcionou-lhe a residência que deu origem ao grande mural A Cor da Água – Rio Tejo, composto por 408 fotografias das cores da água deste rio – mais propriamente do troço entre Castanheira do Ribatejo e Bugio –, e foi parceiro (com o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Açores) da campanha que lhe permitiu registar as fontes termais subaquáticas ao largo da ilha de São Miguel. Os resultados são a deslumbrante escala de cores das águas do rio e as dramáticas imagens dos fundos marinhos desertificados pela acidificação das águas sulfurosas do arquipélago.

Outros registos, fotográficos e em vídeo, feitos em zonas tão distintas como a sua Bretanha natal ou a imensa bacia hidrográfica do Mississípi, onde fez a sua mais recente campanha, dão-nos ideia tanto da amplitude do seu inquérito como da diversidade das tão pouco conhecidas realidades subaquáticas do nosso planeta.

Luísa Jacinto apresenta Shining Indifference: uma experiência visual única que desafia a perceção e convida o público a explorar novos limites da visão. O trabalho da artista tem sido um processo de experimentação dos limites da linguagem da pintura.

Em Shining Indifference, Luísa Jacinto (n. 1984) desafia o público a entrar num jogo de observação, pressentimento e atenção a novos limites da visão. Entre o visível e o invisível, a vontade de nomear o que vê e o desconhecimento dos elementos ali presentes, o público é convidado a explorar este novo universo, especialmente concebido pela artista para o espaço Cinzeiro 8.

Jacinto usa diferentes materiais – membrana de borracha, linha, tecido, metal, spray, aguarela, pigmentos soltos – e suportes, que estabelecem uma fronteira cada vez mais fluida entre pintura, escultura e instalação.

«Há no conjunto de todas estas obras uma vontade de afirmar a independência dos elementos da pintura em relação aos nossos sentimentos e subjetividades – de tal modo que a artista atribui à exposição que as reúne o título de Shining Indifference. Mas o forte apelo à participação dos visitantes, a estranheza que os seus elementos nos provocam, o facto de a membrana de borracha sintética e o poliéster têxtil nos desafiarem a ver através das suas superfícies, mas depois nos negarem ou dificultarem essa visão, ou o ainda o facto de definirem linhas de horizonte paisagístico que subtilmente são rompidas, tudo isso nos oferece, afinal, uma cena aberta ao olhar deambulante de cada um.» – Escreve o curador João Pinharanda no texto da folha de sala que acompanha a exposição. 

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publicado 27/03/2024

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