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25/11/2021 a 30/01/2022

"Sobre a Paisagem". Exposição coletiva na galeria do Instituto Cultural Romeno em Lisboa

Instituto Cultural Romeno em LIsboa - Lisboa
Rua de Barão 10Instituto Cultural Romeno em LIsboa Teléfono: 351 213 537
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A galeria do Instituto Cultural Romeno em Lisboa (Rua de Barão 10, Alfama) acolhe, entre 25 de novembro de 2021 e 30 de janeiro de 2022, a exposição coletiva "Sobre a Paisagem", comissariada por Marta Jecu, e organizada em colaboração com o Museu Nacional do Camponês Romeno (MN?R), Galeria Posibil? (Galeria Possível), Anca Potera?u Gallery e Ivan Gallery. A exposição integra raras placas fotográficas de vidro extraídas do arquivo fotográfico do Museu Nacional do Camponês Romeno de Bucareste, pinturas, fotografias e instalações da autoria de um grupo de artistas romenos contemporâneos de alto perfil: Horia Bernea, Nicu Ilfoveanu, Wanda Mihuleac, Patricia Moro?an, ?tefan Sava e Decebal Scriba. A inauguração terá lugar no dia 25 de novembro, às 18h00, na presença da curadora e do escritor português Nuno Júdice, que, por essa ocasião, fará uma leitura performativa inédita.

A exposição acompanha alguns momentos-chave da representação da paisagem no século passado na história cultural da Roménia e a maneira como a mesma se tornou numa forma de expressão de um credo político, cultural ou estético. A exposição não pretende apresentar uma sequência cronológica ou exaustiva. Materiais de arquivo do Museu Nacional do Camponês Romeno serão intercalados com obras de arte contemporânea. A forma como a paisagem é vivida, vista, reproduzida e disseminada revela diferentes agendas culturais com substrato político de várias épocas da história recente da Roménia.

“Sobre a paisagem" tem como ponto de partida as fotografias de Alexandru Tzigara-Samurca?, fundador do Museu de Etnografia e Arte Nacional de Bucareste (1906) e grande fotógrafo paisagista. As suas imagens de carácter bucólico e atemporal são investidas como símbolo de uma identidade rural perene, que era vista como um alicerce da nação romena, durante o período em que a Roménia começava a apresentar-se em exposições universais e procurava uma expressão coerente da sua identidade cultural. A coleção de documentos fotográficos de arquivo incluirá também algumas imagens do período comunista, quando a paisagem desapareceu quase completamente do material de propaganda, sendo apenas um acessório da imagem do camponês socialista, que tinha sido assimilado ao proletariado urbano.

Os artistas dissidentes do período comunista, inspirados na land-art, transformaram a paisagem e a natureza numa voz que exprimia de forma abstrata o que era censurado e reprimido durante a ditadura. Essa abordagem é específica nas obras do período comunista dos anos 1970 e 1980 de Decebal Scriba e Wanda Mihuleac, alguns dos poucos artistas romenos desta década que trabalharam com os meios da arte conceitual. A exposição incluirá também uma obra de Horia Bernea, fundador de um novo Museu Nacional do Camponês Romeno em 1989, concebido como um antídoto à instrumentalização comunista da ruralidade. A exposição integra também as obras recentes de Nicu Ilfoveanu e Patricia Moro?an, baseadas em visões pessoais sobe a paisagem e o urbanismo, logo após a queda do comunismo e as suas consequências hoje em dia. As obras de ?tefan Sava, também integradas na exposição, abordam o tema da paisagem como uma metáfora da identidade, sempre à procura de definir os seus limites identitários e o espaço de pertença em relação a um contexto político e cultural.

Nas obras incluídas nesta exposição, a paisagem é dotada da capacidade de desenvolver uma narrativa relacionada com a identidade coletiva de um determinado lugar e com a identidade individual do espectador. A paisagem, através da energia perene da natureza, é um agente de expressão emancipatória e de resistência às pressões sociais, à censura e repressão política. A paisagem é vista como um espaço livre no qual o indivíduo pode manifestar-se fora das convenções e restrições sociais, revelando o seu verdadeiro “eu”.

A exposição estará patente até 30 de janeiro de 2022, e poderá ser visitada de segunda à sexta-feira, entre às 09h00 e às 17h00. Mais informações: https://facebook.com/ICRLisboa

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