Quinta de Santa Quitéria

Feitosa - Ponte de Lima
Lugar de Postigo (Feitosa - Ponte de Lima),4920-018 Feitosa (Ponte de Lima)
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Descrição

A Quinta de Sta Quitéria compreende uma casa senhorial e uma capela datada do século XVIII, assim como a casa do caseiro e uma pequena quinta circundante.Recentemente foi restaurada e adaptada para Turismo. Possui 7 quartos equipados com aquecimento central e banho privativo e ainda uma piscina.
A Quinta de Sta Quitéria compreende uma casa senhorial e uma capela datada do século XVIII, assim como a casa do caseiro e uma pequena quinta circundante. A Capela foi fundada pelo Padre Manuel Lopes de Barros no ano de 1936, mas só mais tarde se viria a unir à Casa, tendo o espaço da sacristia como elo de ligação. A Casa e Capela formam um conjunto de tal forma harmonioso, recheado de belos pormenores, que deixam denunciar um possuidor abastado. Sabemos ser seu proprietário em, 1845, Manuel José Coelho, último Assistente do Correio-Mor em Ponte de Lima e, também, procurador do seu conterrâneo, Frei Francisco de S. Luís, Cardeal Patriarca de Lisboa (Cardeal Saraiva).
A Família Coelho deteve a propriedade até à década de 1940, quando foi adquirida por um amigo da família, José Lopes Martins, sendo os seus herdeiros os actuais proprietários que empreenderam o seu último restauro para fins turísticos.
Recentemente foi restaurada e adaptada para Turismo. Possui 7 quartos equipados com aquecimento central e banho privativo e ainda uma piscina e amplo espaço relvado. Situada no lugar de Postigo, em Feitosa, e apenas a 1,5Km de Ponte de Lima, e integrada num ambiente rural minhoto, privilegiado pela natureza e único de tradição, fica ainda muito próximo do Campo de Golfe de Ponte de Lima.

Foi nesta quintinha, característica/minhota, com o pomar, o campo da estivada, o olival, o campo do poço, o tanque e o prado que, juntamente com os meus irmãos, vivemos a nossa idade mágica, a nossa idade de ouro.
Recordo o som das malhadas na eira, o \\\"chou …chou\\\" do Luís a mandar parar as vacas que puxavam o carro carregado de milho pela carreiro acima, para lá de cima podermos depenicar as primeiras uvas maduras da latada. Ouvia-se, como ainda hoje se ouve, o canto do rouxinol, do rolo e do cuco (Oh cuco da Ramboleira, quantos anos me dás de solteira?).
No tempo das vindimas era nas pisadas que ouvíamos atónitos as histórias de lobisomens e de procissões de defuntos, invariavelmente interrompidas pelo chamamento da avó – \\\"meninos venham deitar-se\\\". Lá íamos todos transidos de medo, sem olhar para trás, não fosse aparecer a coisa má ou o lobisomem.
E o cheiro e o sabor das papas de vinho feitas no pote ao lume da lareira com vinho doce e farinha (colhida de ao pé da mó do moinho) que a avó ia misturando com a ponta dos dedos.
Recordo ainda o Luís depois de lavar e untar com azeite os cornos das vacas e a colocar a cheirosa alfadeja na fita do seu chapéu quando as levava à feira.
Esta quintinha, este lugar paradisíaco com cheiro a madressilva, rosmaninho e alfazema, atapetada com verdes dos mais variados tons que só a natureza consegue produzir, terá alma? Tem a alma de amos e servos que desde a sua fundação no já longínquo ano de 1736 deram o seu contributo para que hoje continuemos a desfrutar este ambiente e estas lindas paisagens.



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