A caligrafia chinesa enquanto arte sublime no Museu do Oriente

Lisboa, Museu do Oriente - Lisboa

A caligrafia chinesa enquanto arte sublime no Museu do Oriente

18 Jan 2018 » 18 Fev 2018 (Lisboa, Museu do Oriente)

“Caligrafia num só traço”, um conjunto de obras da autoria do Venerável Mestre Hsing Yun, budista e calígrafo, é a exposição que o Museu do Oriente inaugura a 18 de Janeiro, às 18h30.

Cada uma das 56 obras em exposição foi desenhada com um único traço, uma técnica que deriva da gradual perda de visão do Venerável Mestre Hsing Yun que, com a dificuldade em ver, desenvolveu uma forma de, após mergulhar o pincel na tinta, escrever os caracteres de uma só vez.

No Oriente, a caligrafia é uma forma de arte ao mesmo nível da pintura e da poesia, sendo mais do que uma mera criação de símbolos – o calígrafo combina corpo, mente e pincel para criar caracteres que são reveladores do seu espírito e personalidade. Através da sua arte, o Venerável Mestre Hsing Yun defende a igualdade entre todos os seres humanos e tradições religiosas, um valor que transparece nas mensagens da sua caligrafia, através de conceitos como “A alegria e a harmonia”, “O respeito mútuo e a tolerância”, “A igualdade e a paz” ou “Mudar o mundo para bem da Humanidade”.

Respeitado pelo trabalho humanitário que desenvolve em todo o mundo, pela sua caligrafia feita num só traço e pela facilidade em ensinar o Dharma (ensinamentos de Buda), o Venerável Mestre Hsing Yun nasceu em 1927, em Yangzhou, província de Jiangsu, na China. Aos 12 anos entrou para um mosteiro em Nanjing e em 1941 já se encontrava ordenado. Aos 22 anos, em 1949, durante a turbulência da guerra civil decidiu deixar a sua terra natal e foi para Taiwan, onde começou a desenvolver e a difundir o Budismo Humanista. Em 1967 fundou a ordem budista Fo Guang Shan (Buddha’s Light Mountain) e, a partir daí, implantou mais de 200 templos em todo o mundo, universidades, colégios budistas, entre várias outras instituições, enquanto meios de aproximar as pessoas ao budismo.

Desde que deixou a função de abade em Fo Guang Shan, em 1985, tem vindo a propagar o Dharma pelos cinco continentes e, com o propósito de reforçar o seu trabalho de divulgação do budismo, fundou a Buddha’s Light International Association, em 1991. Existem hoje mais de 200 associações em todo o mundo, com mais de um milhão de membros.

A exposição resulta de uma co-produção com o templo Fo Guang Shuan em Portugal e a Associação Internacional Buddha’s Light de Lisboa.


Exposição “Caligrafia num só traço”

Inauguração | 18 de janeiro | 18h30

Até 18 de fevereiro

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00 (à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00, com entrada gratuita a partir das 18.00)

Preço: 6 €

Co-produção: Associação Internacional Buddha’s Light de Lisboa e Templo Fo Guang Shuan em Portugal

Visitas guiadas gratuitas:

20 de Janeiro e 3 de Fevereiro (às 16h), em Português.

28 de Janeiro e 4 de Fevereiro (às 16h), em Chinês.

 

publicado 12/01/2018

A caligrafia chinesa enquanto arte sublime no Museu do Oriente
18 Jan 2018 » 18 Fev 2018

Av. de Brasília(Lisboa, Museu do Oriente)

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Situado no coração financeiro de Lisboa, a 10 minutos do aeroporto e do centro da cidade

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