Artigo já terminou no dia 01/02/2023
01 Fev 2023 - 09:00

Centro de Biotecnologia e Química Fina celebra a importância do microbioma para a saúde, ambiente e setor agroalimentar

Universidade Católica do Porto
Universidade Católica - Instituto de Educação (Porto), Rua de Diogo Botelho, Porto, PortugalUniversidade Católica do Porto

Informação

A decorrer dia 1 de fevereiro, a partir das 9h, na Universidade Católica no Porto, tem entrada livre e é aberto a toda a comunidade.

“Microbiomas comunitários & comunidades de microbiomas” é o tema do primeiro CBQF Day, marcado para 1 de fevereiro a partir das 9 da manhã. Uma iniciativa do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, que conta com a presença da Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), do Coordenador da Comissão Executiva do Conselho de Laboratórios Associados, assim como de vários investigadores que vão abordar a importância fundamental que o microbioma tem na agricultura e nos alimentos, na saúde humana, e na proteção ambiental. 

“Este será um dia onde pretendemos mostrar o crescimento do CBQF, enquanto Laboratório Associado com mais de 245 investigadores que desenvolvem o seu trabalho em 4 linhas de investigação - Ambiente e Recursos; Alimentos e Nutrição; Produtos de Base Biológica e  Biomédica; e Soluções de Fermentação – e que conta com 7 plataformas, nomeadamente em Química Analítica; Bioativos; Cultura Celular e Biologia Molecular; Análise Estrutural; Consumo e Ciência Sensorial; Kitchen Lab e Embalagem e Materiais,” salienta Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto. 

Ao longo do dia os participantes vão ter a oportunidade de ouvir as palestras sobre “Microbiomas no CBQF”, por Manuela Pintado (diretora do CBQF/ESB/UCP); “Como desbloquear microbiomas para a saúde humana, animal e ambiental”, pelo investigador Hauke Smidt (Wageningen University and Research); “Da Saúde à Doença: interação microbiota-hospedeiro”, por Conceição Calhau (Nova Medical School/CINTESIS); “Microbioma oral na saúde e na doença”, por Benedita Sampaio Maia (i3S); Embaixadores do Microbioma: A Comunidade Microbioma na SFS Network - um grupo para quebrar silos e discutir tópicos relacionados ao microbioma; “Descoberta de novas enzimas termofílicas a partir da análise de metagenoma”, por Conceição Egas (CNC); “Microbioma intestinal humano: aspetos gerais e modulação na prática clínica”, por Manuela Estevinho (Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/ Espinho).

No total, o CBQF conta com mais de 245 investigadores (onde 48?les com PhD) e detém 43 patentas ativas. Ao longo dos últimos cinco anos da sua existência foram desenvolvidos mais de 170 projetos de investigação, com um volume de financiamento na ordem dos 25 milhões de euros. De referir ainda a publicação em mais de 880 papers (85% em parceria com outros parceiros de 102 países), contando com 170 empresas parceiras, a nível nacional e internacional.

Porquê o microbioma?

O microbioma descreve uma comunidade de diferentes microrganismos que ocupa um determinado ambiente, e como os diferentes microrganismos interagem entre si e com as condições circundantes. A investigação do microbioma tornou-se uma área científica de elevada relevância como parte integrante de muitos campos da ciência, incluindo agricultura, saúde humana, saúde animal e proteção ambiental. Neste sentido, “é fundamental estimular a investigação de microbiomas que liguem os ecossistemas, promovam processos de cocriação para desenvolver novas aplicações, assegurem educação e literacia para aumentar a conscientização da comunidade, estimulem estruturas regulatórias adequadas e permitam redes nacionais e internacionais na área”, salienta Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF). Isso permitirá o desenvolvimento de aplicações biotecnológicas e inovações de produtos, fazendo uso das funções do microbioma e para promover sistemas mais sustentáveis e resilientes. “Este evento permitirá partilhar a diversidade dos microbiomas e criar um espaço de discussão entre investigadores para entender o papel fundamental dos microbiomas,” conclui Manuela Pintado.

publicado 31/01/2023

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