16 Nov 2019 » 17 Nov 2019

Color Sound Frames

Porto, Fundação Serralves - Porto
R. Dom João de Castro, 210Porto, Fundação Serralves
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Informação

Serralves retoma um programa dedicado a cruzamentos entre o cinema e a música experimentais apresentando uma nova edição de Color Sound Frames 

A expansão das relações entre a imagem em movimento e o som/música é um dos traços mais marcantes da arte e da cultura dos dois últimos séculos. Conjugações sinestésicas entre estes dois universos da perceção e da criação artística atravessam a história quer do cinema quer da música. No entanto, é na intersecção do cinema e da música experimentais que estas relações são exploradas mais livre e extensamente, muitas vezes com resultados surpreendentes. 

Ainda que pontuado por alguns artistas consagrados (como Andy Warhol e os The Velvet Underground), este campo da produção artística permaneceu marginal sendo apenas muito posteriormente reconhecida a importância e a influência que manteve na cultura contemporânea. Hoje, ele tende a extravasar dos circuitos especializados para espaços com maior visibilidade. 

Color Sound Frames pede emprestado o título ao filme de um dos artistas referência neste campo, Paul Sharits, e, mantendo-se fiel a um caráter eminentemente exploratório e experimental, constitui-se enquanto importante momento dedicado a projetos nacionais e internacionais que hoje seguem esta linha de criação, com especial protagonismo para encontros entre o analógico e o digital, entre o predisposto e o imprevisto, e para a realização ao vivo tanto do som como da imagem.  

PROGRAMA

INSTALAÇÃO:

“INCIDENCE OF LIGHT” - MARISKA DE GROOT 

DE 16 NOV A 17 NOV 2019

Foyer do Auditório

Intrigada pelos fenómenos e pela história do som ótico, Mariska de Groot (1982, Holanda) produz, realiza e compõe peças para uma variedade de instrumentos e instalações analógicas que exploram o princípio light-to-sound [luz-para-som] de novas maneiras. O seu trabalho costuma fazer referência a invenções do passado, com as quais ela procura despoletar uma experiência multissensorial e fenomenológica a partir da luz, som, movimento e do espaço.

Mariska obteve seu BA em design gráfico em Arnhem (2000-2005) e completou o mestrado pela inter-faculdade ArtScience em 2012. Em 2009/2010, Mariska recebeu um Startstipendium do Fonds BKVB. Ganhou o Prémio BNG Workspace12 em 2012, e em 2014 ganhou o prémio O68 para artistas alemães / holandeses.

Mariska de Groot apresentou seu trabalho em vários eventos e instituições internacionais como STEIM (NL), Resonate (RS), Ars Electronica (A), Atonal (DE), CTM (DE), Todays Art (NL), NCCA Moscow [RUS], NCCA Arsenal (RUS), Centras (LI), Lab30 (DE), NK Berlin (DE), Worm (NL), Atelier Nord (NO), Mirage Festival (FR), Nederlands Film Festival (NL), EYE Filminstituut Amsterdam (NL), STUK (BE), entre outros.

"Incidence of Light” é produzido pela Overtoon, Bruxelas

PERFORMANCES:

ANTÓNIO CARAMELO VS. DEMÓNIO ANTÓNIO

16 NOV 2019

18 ÀS 20H00

Auditório

Esta performance sonora e visual de António Caramelo parte da recoleção de filmes 16mm e super8 com diversas proveniências e da transformação de imagens e sons (quer prévia quer em direto) através de intervenções na película e de sistemas modulares sonoros e de instrumentos construídos especificamente para estes filmes-concerto.

Ela segue duas linhas com pontos distintos de partida mas que se entrecruzam:

A primeira, baseada na obra de Samuel Beckett, é sobre as imagens-da-memória (os fragmentos de histórias e lugares) e parte da construção de uma paisagem sonora e visual sobre a leitura de "Texts for Nothing” (1950–1952) em que as imagens associadas ao texto se entrecortam e relacionam com projeções de "não-imagens” dando deste modo o espaço e o tempo à consciência incorpórea e aos vazios enunciados por Beckett.

Um segundo filme conduz-nos em torno da memória-das-não-imagens e da necessidade de se (re)construir memórias visuais "realistas" de um passado que, na realidade, não experimentamos nunca. Parte da mistura, sobreposição e acumulação de diversas fontes de imagens e distintos pontos e formatos de projeção onde se tenta encontrar a relação abstrata das imagens com o seu fora-de-campo, criando um filme que não existe nem existirá para além desse mesmo momento, próprio, que é o da sua passagem pela visibilidade.

António Caramelo (1969) é um artista visual, licenciado em Escultura na FBAUL (1998), com mestrado em Media Art pela MECAD -Universidade de Ramon Llull, Barcelona (2007). Tem realizado, desde 1999, diversas exposições individuais e coletivas, tanto em Portugal como no estrangeiro, e desenvolvido vários projetos ligados à arte sonora, com diversos concertos e apresentações nos últimos anos.

DEMDIKE STARE & MICHAEL ENGLAND

16 NOV 2019

18 ÀS 20H00

Demdike Stare é um projeto formado em 2009 por Sean Canty e Miles Whittaker, ambos músicos reconhecidos no seio da cena musical de Manchester. Whittaker é também conhecido pelo trabalho com Pendle Coven e pelos projetos a solo, MLZ, Daughter of the Industrial Revolution, Suum Cuique e Miles. Canty é um DJ respeitado e também conhecido pelo seu envolvimento com a editora especializada em arquivos Finders Keepers, sediada em Manchester e Londres. Canty e Whittaker têm sido responsáveis pelo conjunto de edições essenciais com o seu próprio selo, DDS, incluindo discos de Shinichi Atobe, Mica Levi e Equiknoxx.

Os Demdike Stare têm sedimentado a reputação de produtores de culto para pistas de dança habitadas por sons sombrios, alimentados por registos de bibliotecas obscuras, bandas sonoras de filmes de terror e elementos de dub.

"Passion” segue a linha de projetos colaborativos com o artista visual e cineasta Michael England, também conhecido pelo trabalho com editoras históricas de música eletrónica como a Skam e a Warp Records, incluindo o design, logotipos e projeções ao vivo para artistas como Autechre, Bola, Meam, Mayming, Graham Massey ou Leila. Este trabalho liga-se ao álbum da dupla com o mesmo nome, onde estes re-imaginam os sons das músicas de clubes do Reino Unido, como o dancehall, o jungle, o garage ou o grime.

PAULO LISBOA - ASTERISMO. SEQUÊNCIA PARA PIANO, GUITARRA E PROJETOR (COM MARCO FRANCO E FRANCISCO CORDOVIL) 

17 NOV 2019

18 ÀS 20H00

[ENCOMENDA/ESTREIA]

Para esta performance, Paulo Lisboa propõe que um artista visual (ele próprio) e dois músicos (Marco Franco e Francisco Cordovil) se encontrem num espetáculo para a interpretação ao vivo de uma "pauta” que os três conhecem e interpretam previamente à concretização deste encontro. A "pauta” é um desenho esquemático utilizado para guiar a execução dos filmes, a que os músicos têm acesso apenas nos três meses anteriores ao espetáculo, interpretando individualmente e livremente o que se deixa interpretar e respeitando meticulosamente as indicações mais concretas. No palco, os dois músicos encontram-se com uma tradução daquele "guião” em imagem em movimento projetada e repetida em loop. As indicações temporais, espaciais e de expressão muito precisas vão então testar a virtuosidade e resistência dos músicos perante a precisão maquinal do projetor. 

Concepção:

Paulo Lisboa é um artista visual natural de Lisboa. Embora recorra a vários media, o seu trabalho apresenta-se frequentemente na forma de desenho ou projeções onde aborda problemáticas relacionadas com a natureza da luz e a perceção da matéria.

Músicos Convidados:

Marco Franco (1972, Lisboa) é músico compositor e artista visual autodidata. Iniciou o percurso musical no ano 1986, tocando bateria com diversas bandas, e entre 2006/2009 gravou dois álbuns do seu grupo Mikado Lab. Colabora e cria música para teatro, dança e cinema e, em 2017, editou "Mudra” para solo de piano.

Diplomado em Guitarra Clássica, Música e Arte Contemporânea, Francisco Cordovil é um músico eclético por natureza, trabalhando com grupos de raízes e estilos diversos como música iraniana, turca, brasileira, portuguesa, jazz, rock ou clássica e em projetos interdisciplinares com dança e teatro

JERUSALEM IN MY HEART 

17 NOV 2019

18 ÀS 20H00

Jerusalem In My Heart (JIMH) nasceu em 2005 como projeto ao vivo pela mão do produtor e músico Radwan Ghazi Moumneh, de Montreal. Moumneh é um cidadão libanês que passou grande parte de sua vida adulta no Canadá, integrando a comunidade musical independente de Montreal como guitarrista em várias bandas notáveis ??dos anos 90 e como engenheiro e produtor de som.

O projeto foi primeiro ativado na forma de performance ao vivo site specific envolvendo uma ampla variedade de elementos multimédia e teatrais. Em 2012, Moumneh começou a reconceber JIMH simultaneamente enquanto projeto de estúdio e como dupla ao vivo com um foco na utilização de imagens de filmes analógicos. Loops e projeções de filmes em 16 mm fazem agora parte integrante da identidade estética de JIMH.

Musicalmente, JIMH é guiado pela fusão que Moumneh realiza do canto melismático "tradicional" (em árabe) com os sons do buzuk, de sintetizadores modulares, bancos de filtros, power electronics, gravações de campo etc. JIMH constrói uma homenagem intencional às distorções da cultura histórica árabe das cassetes, processada pelas correntes modernas da música eletrónica.

Os três álbuns de JIMH editados até hoje - todos lançados como selo da editora Constellation de Montreal, que alberga projetos como os Godspeed You! Black Emeperor, Eric Chenaux ou Jessica Moss, entre outros – têm aparecido de forma consistente nas listas de melhores do ano em publicações como The Quietus, The Wire ou A Closer Listen.

Preço: 5 euros


Experiências inesquecíveis

publicado 08/11/2019

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