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09 Mar 2024 » 19 Mai 2024

DEAMBULAR (de porto em porto)

Centro Cultural de Cascais - Cascais
Av. Rei Humberto II de Itália 16, 2750-642 CascaisCentro Cultural de Cascais

Informação

De 9 de março a 14 de abril de 2024, o Centro Cultural de Cascais apresenta “DEAMBULAR (de porto em porto)”, uma exposição monográfica dedicada à obra da artista chilena María Luisa Ruiz-Tagle. A mostra, inédita em Portugal, é iniciativa da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais no âmbito da programação do Bairro dos Museus. A artista estará presente na inauguração, marcada para 8 de março, às 18h30.

Nos quadros que expõe no Centro Cultural de Cascais a partir de 9 de março, María Luisa Ruiz-Tagle pinta as cenas urbanas que registou nas suas deambulações pelas ruas de cidades como Santiago do Chile e Lisboa, no meio do movimento constante das pessoas e das coisas. Sobre o linho das telas, as cenas que viu desintegram-se em pequenos fragmentos de tinta acrílica e a óleo, sempre entre o branco e o preto.

“DEAMBULAR (de porto em porto)” tem curadoria de Eugenio Dittborn, também ele chileno e, por mérito, um dos mais proeminentes nomes da arte daquele país, pelo papel que desempenhou na renovação e fortalecimento da arte produzida no Chile durante os anos de Pinochet e na pós-redemocratização. Ruiz-Tagle aponta Dittborn como um dos maiores incentivadores do seu trabalho.

A textura fragmentada que observamos nas obras de Ruiz-Tagle é fruto de uma técnica em que a artista manipula a repelência natural que ocorre quando tintas a óleo são postas em contato com a água. Para o curador, essa técnica é o veículo pelo qual María Luisa Ruiz-Tagle expressa a sua arte de forma mais potente. São pinturas que “acumulam pontos para fazer com eles um tecido móvel, para uma cidade que respira, muda e desvanece”.

“O meu trabalho é integrar e desintegrar a matéria. Trabalho para isso com tintas a óleo e tintas acrílicas à base de água que se repelem, criando uma atmosfera, ora confusa, ora visível. A integração e a desintegração ocorrem em dupla direção. O mundo parece estar a desintegrar-se, mas ao mesmo tempo está a reintegrar-se de uma forma diferente”, afirma a artista.

Sobre o processo de decidir que cenas pintar, a artista relata: “encontro essas pessoas nas minhas andanças pelas ruas de diferentes cidades, dura apenas alguns segundos o momento em que nos cruzamos, mas por algum motivo elas chamam a minha atenção e decido fotografá-las e depois, no atelier, pintá-las. Para mim, esse mistério da sincronicidade é maravilhoso, captar os seus gestos naquele momento, no meio da multidão, é um presente”.

María Luisa Ruiz-Tagle nasceu em 1962 em Santiago do Chile. Estudou Educação Diferenciada em Distúrbios da Audição e da Linguagem na Universidade do Chile e Desenho da Figura Humana e Interação das Cores na Pontifícia Universidade Católica do Chile. Posteriormente, estudou Escultura na Universidade Finis Terrae e pintura nos atelieres de importantes artistas chilenos. Trabalha desde 2015 sob a orientação de Eugenio Dittborn.

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actualizado 06/03/2024

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