7.9

A zona ocidental de Lisboa, delimitadas pelas ribeiras de Algés, e de Alcântara, a nascente - a que em parte corresponde a actual freguesia de Santa Maria de Belém - foi habitada desde remotos tempos, havendo nela vestígios da presença humana na era do paleolítico.A proximidade do Rio Tejo foi determinado o surgimento de actividades ribeirinhas e daí adveio o desenvolvimento de uma pequena aldeia.É neste local de costa entre Lisboa e Belém, que também começaram a aparecer numerosas quintas, já não apenas meras propriedades de rendimento, mas também de recreio, onde a nobreza participou a residir temporariamente, num esquema de cariz sazonal.No terramoto do primeiro de Novembro de 1755, Belém e Ajuda foram das zonas menos afectadas pela catástrofe. Tal circunstância concorreu para que muita gente para ali se dirigisse e se instalasse em numerosas barracas que foram sendo edificadas nos diversos baldios que então existiam.Já no século XX, a mancha urbana de Belém encontrava-se consideravelmente alargada e a população crescera significativamente; o surgimento do eléctrico permitia fluxos de circulação com a zona central da cidade e durante as primeiras décadas muitas foram as alterações urbanísticas registadas nesta parte ocidental da capital.Mas mudança mais radical ocorreu em 1940 com a realização da Exposição do Mundo Português, evento que obrigou à demolição de uma boa parte do núcleo central de Belém e que hoje forma a grandiosa praça do Império.De então para cá, Belém assumiu plenamente a sua condição de centro cultural e monumental, com um conjunto patrimonial de elevado interesse histórico e artístico que fazem com que esta seja uma das zonas da cidade de maior turismo (Jerónimos, Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Palácio de Belém e o moderno Centro Cultural de Belém).

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