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O Bombarral é uma pacata vila Portuguesa marcadamente agrícola, sede de concelho, situada na região Centro do País, numa área de terras muito férteis onde se produz o famoso Vinho e abundam saborosas e variadas frutas.

A ocupação humana por estas paragens de solos férteis remonta a tempos bem antigos, com diversos vestígios pré-históricos, como os Castros de São Mamede e Carvalhal (fortificação neolítica da Columbeira), ou as grutas Nova, da Lapa do Suão e de Pulga.

Sabe-se que o rei D. Afonso Henriques terá doado em 1153 as terras do Bombarral aos monges da Ordem de S. Bernardo, facto que influenciou toda a história da região, devido ao excelente aproveitamento agrícola que os frades iniciaram.

Já no século XIV o Bombarral era uma granja pertencente ao imenso Mosteiro de Alcobaça, exercendo aqui os monges de Cister uma grande influência agrícola.

Em 1808 fez-se história no Bombarral, aquando a luta pela independência com a Batalha da Roliça, na qual o exército anglo-luso, comandado pelo General Wellesley, futuro Duque de Wellington, se sagrou vencedor.

Esta vila agrícola apresenta um bonito Património arquitectónico, com destaque para a moderna Igreja Matriz ou Igreja Paroquial do Santíssimo Salvador do Mundo, datada de 1953, para a Ermida de São Brás ou para a bonita Capela da Madre Deus do século XVI.

Pela região existem diversas casas senhoriais e pequenos palacetes dos grandes produtores agrícolas e pessoas influentes da vila, como é exemplo o Antigo Palácio dos Henriques, hoje edifício da Câmara Municipal, o Palácio Grojão do século XVI onde hoje funciona o Posto de Turismo e o Museu Municipal, o Solar dos Loridos ou o Solar dos Mellos.

Outro importante monumento da vila é a Estação de Caminhos de Ferro, que durante muitos anos foi um importante pólo de desenvolvimento local, transportando os frescos produtos da terra. Esta bonita estação apresenta interessantes painéis de azulejos da década de 1930 retratando cenas rurais, nomeadamente da vitivinicultura tão importante para o Bombarral.

A Mata e o Jardim Municipal permitem agradáveis passeios pela natureza, lembrando os tempos em que a Corte aqui se instalava, já desde o século XV, aproveitando as boas condições e os ares frescos da Coutada Real, hoje adaptada a outros estilos de vida.

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