Brasileira do Chiado

8.3

Situada em pleno bairro do Chiado, um dos mais requintados e emblemáticos da cosmopolita cidade de Lisboa, a Brasileira do Chiado é uma das mais históricas e legendárias cafetarias da capital Portuguesa.

Inaugurada em Novembro de 1905 por Adriano Telles, que mantinha importantes contactos no Brasil que lhe permitia importar os mais variados produtos a bom preço, a Brasileira vendia o “genuíno café do Brasil”, revolucionando desde aí a carismática “bica” lisboeta.
Com visão comercial, Adriano Telles começou a oferecer ao balcão da loja uma chávena de café a todos os clientes, e informação para como preparar a bebida. Era também oferecido um jornal publicitário com informação desta loja e de outras do Chiado.
O sucesso era cada vez maior, e em 1908, abre a primeira Sala de Café, novidade Lisboeta, transformando-se rapidamente num local de culto da elite da cidade.
Marco incontornável da elite intelectual, a partir de 1920, a Brasileira torna-se ainda mais famosa, e é frequentada por nomes tão importantes como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Eduardo Viana, Bernardo Marques, Stuart Carvalhais ou Jorge Barradas.
De acordo com a prestigiada clientela, em 1923 acontece uma nova remodelação do espaço, que alberga então obras de emergentes artistas que frequentavam a Brasileira, como Almada Negreiros ou Stuart de Carvalhais.
Nos anos 60, após a grave crise económica internacional, o café e a sua qualidade começou a escassear, após a ruína de muitos produtores em consequência da quebra dos preços provocada pelo excesso de produção. Dá-se nova remodelação artística e novos contactos com outras produções, desta vez África. Nos anos 70 a Brasileira passa a utilizar café do Zaire.

Na aprazível esplanada destaca-se a escultura em bronze do expoente máximo dos muitos frequentadores ilustres da cafetaria: Fernando Pessoa, sentado a apreciar a sua chávena de café, uma notável obra de Lagoa Henriques.

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