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Caminha é uma bonita vila do Norte de Portugal, sede de município, localizada bem na foz do Rio Minho, num local abençoado pela natureza, fronteiriça com Espanha.
A fertilidade dos solos, a abundância de vegetação e a facilidade de comunicação e produção de bens que o Rio Minho possibilita, levaram à fixação de populações humanas desde remotos tempos. Na região diversos monumentos megalíticos, tendo a cultura Castreja deixado uma forte herança. Suevos e Romanos deixaram também a sua marca, estes últimos dotando a região de pontes, caminhos e outros monumentos.

A vila de Caminha desenvolveu-se bastante a partir do século XII, com base na pesca e no comércio tanto fluvial como marítimo, quando diminuiu a pirataria no litoral. Pela privilegiada situação geográfica, Caminha era um ponto avançado na estratégia militar Portuguesa na luta contra castelhanos e leoneses, e o seu Porto foi de grande importância até meados do século XVI, servindo nos dias de hoje mormente para a ligação por ferry-boat a Espanha, na margem oposta. Diversas lutas e conflitos foram travados nestas paragens, tendo mesmo durante a 2ª Invasão francesa, em Fevereiro de 1809, sido atacada pelas tropas do Marechal Soult. A ajuda do povo às poucas tropas do tenente-coronel Champalimaud, impediu os franceses de entrar em Caminha. Uma defesa que constitui uma página brilhante de estratégia militar.

Esta vila histórica, de ruas que respiram história, por entre casas típicas de dois andares, e outras brasonadas, denotando a importância politica e comercial da localidade, possui diversos locais de interesse, como a Foz do Rio Minho, que possibilita paisagens belíssimas. De facto, toda a faixa costeira do concelho de Caminha possui praias de grande beleza, extensos areais e uma luminosidade muito própria.

No meio do estuário do rio Minho, numa ilhota de Ínsua, permanecem as ruínas do Forte da Ínsua, edificado no séc. XV para defesa da entrada da barra, constituído pelo convento, a igreja e o farol.Na vila destacam-se o que resta do Castelo e muralhas defensivas, a bonita Igreja Matriz do século XV, a da Misericórdia do século XVI, o curioso conjunto de casas manuelinas e renascentistas na pitoresca Rua Direita, conhecidas pelas “oito casas”, e aquele que é um símbolo da cidade (a par da idílica foz): a Torre do Relógio, a única existente das três portas de entrada na vila do Castelo, que constituía o principal acesso da vila. Frente à Torre do Relógio, o renascentista Chafariz do Terreiro. Aproveite e visite as muralhas e a bonita praça central onde encontra a Torre do Relógio e bastantes esplanadas para petiscar.

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