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Castanheira é uma bonita vila Portuguesa, se de concelho, da região Centro do País, situada em plena Serra da Lousã, rodeada de uma beleza natural impressionante, inserida na fantástica bacia hidrográfica do rio Zêzere.

Pela região de Castanheira de Pêra existem diversos miradouros de onde se têm panoramas memoráveis, como no Miradouro da Cabeça do Pião.

As origens da vila estão associadas à lenda de Peralta, sem qualquer confirmação histórica. Este território, não obstante, terá sido ocupado pelo homem desde tempos antigos, mantendo o seu cariz rural ao longo dos séculos, pautado nos últimos tempos pela proliferação de indústrias têxteis, só entre 1864 e 1879 existiriam onze Fábricas de Lanifícios.
A beleza da Serra da Lousa marca a paisagem de Castanheira de Pêra, que oferece outros pontos de interesse como a setecentista Igreja Matriz ou as muitas casas senhoriais e brasonadas que demonstram o peso económico da indústria têxtil na região.
Um dos maiores orgulhos da vila é a Capela de Santo António da Neve, de onde se tem uma vista fenomenal, situada no antigo Cabeço do Pereiro, onde se localizam também os Poços da Neve , originalmente sete, restando hoje apenas três, de construção tosca e cobertos por abóbadas de pedra. Eram utilizados para despejar neve sem que uma réstia de Sol lhe pudesse chegar, seguindo no verão em blocos para Lisboa.

Pela região existem diversos pontos privilegiados de contacto com a natureza, como as Piscinas Fluviais do Espelho de Água, construídas em xisto, a Praia do Poço Corga ou o Vale da bonita Ribeira de Pera, bem como as suas quedas de água. Muito afamada é a Praia Fluvial das Rocas construída no aproveitamento desta Ribeira, e transformada num complexo de lazer e animação num lago com quase 1 km de extensão.


A Lenda de Peralta
Diz a lenda que a princesa Peralta fugiu de Conímbriga em 72 a.C, refugiando-se no castelo de Arouce, em Lousã.
Por influência de Sertório (guerreiro romano que por ela se apaixonou), decidiu partir para Sertago. Chegando ao local onde hoje se situa Castanheira de Pêra, a sua aia faleceu e a princesa mandou sepultá-la num grande penhasco onde terá inscrito "Antigona de Peralta/Aqui foi da vida falta".
Ainda segundo a tradição, a Deusa Vénus, que perseguia a Princesa, enviou um poderoso raio, transformando os acompanhantes em montanhas e a bela Peralta numa formosa sereia, que ficou vivendo nas águas que brotavam da serra. O raio apagou também parte da inscrição tumular, tendo restado apenas “Antig…a de Pera….”.

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