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Miranda do Douro, provavelmente já existia na época romana e a reconquista cristã da península, afastou os árabes. O castelo foi melhorado pelos primeiros reis portugueses, mas as diversas lutas, que se travaram nos anos seguintes, arruinaram-no, sendo necessária a sua reedificação no reinado de D. Dinis, por volta de 1280. 

 

A boa construção deste castelo, fez com que resistisse aos sucessivos ataques castelhanos, no reinado de D. Fernando, que mandou cunhar moedas com um «M», sobre o escudo das quinas.

 

A Guerra da Restauração foi dura para este castelo, em 1644, D. João IV, mandou reedificar as muralhas, adaptando-o ao emprego da artilharia, mas resistiu com dificuldade aos cercos dos espanhóis.

 

Em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos, o castelo esteve sob o cerco dos espanhóis, resistindo até que explodiu o paiol, dizimando grande parte da guarnição e arruinando o castelo.

 

Esta explosão foi atribuída a um acto de criminoso do governador da praça, que terá fugido para as linhas espanholas, todavia esta possibilidade não tem mais peso do que a de ter sido um acidente.

 

De novo na posse dos portugueses, depois da paz assinada em 1763, voltaria a ser reconstruído e mais tarde, por volta de 1800, seria mais uma vez assolado pelas misérias da guerra, durante as invasões francesas. 

 

Desta fortificação, classificada como Imóvel de Interesse Público, resta ainda parte da muralha erguida no século XVII, a envolver o núcleo antigo da cidade, a Torre de Menagem e dentro do seu perímetro encontra-se também, a Sé de Miranda e os Paços Episcopais.

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