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Castro Laboreiro é uma bonita vila do norte de Portugal, situada num local de grande beleza natural, com origens bem remotas, conhecida também pela raça de cães com o mesmo nome, que aqui são criados.

De facto, o seu topónimo deriva de “Castrum” (Castro) e da palavra Latina “Lepporeiro”, denotando as suas influências castrejas e romanas. Por toda a região existem perto de uma centena de vestígios megalíticos. Por aqui passava uma importante estrada romana que seguia até à Galiza, e o próprio Castelo de Castro Laboreiro terá derivado de uma construção por tempos de ocupação Mourisca.

De feição rural, a aldeia está hoje em dia um pouco descaracterizada da tipicidade de outros tempos, mantendo contudo importantes legados patrimoniais como a pré-românica Igreja Matriz de Santa Maria da Visitação, do século IX, situada bem no centro da aldeia, ou o antigo Castelo, o Pelourinho Manuelino (datado de 1520), ou mesmo as várias pontes antigas que existem na região, como a Ponte Velha, a da Dorna, a da Capela, a da Cava Velha, a Celta dos Portos, a da Varziela ou a das Cainheiras.
Outro importante Património bem presente em Castro de Laboreiro são os Moinhos, os interessantes Fornos Comunitários e os muitos Espigueiros, constituídos por uma câmara estreita com paredes fissuras verticais para arejamento de cereais, assentes numa base de pés simples para impedir o acesso a roedores, encimados por uma cruz.
Muito interessante é o grande conjunto de alminhas em pedra presentes em toda a região, símbolos tão antigos de fervor religioso, cuja origem remonta a tempos pré-históricos.

Castro Laboreiro é também conhecida pela raça de cães com o mesmo nome, que tiveram origem nesta região, correspondente aos montes de Peneda e Soajo, entre os rios Minho e Lima. As suas origens perdem-se no tempo, sendo um cão dócil com o dono e conhecido pelas sua faceta de guardião, fazendo face aos lobos que atacavam os rebanhos da região.

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