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Coimbra, cidade sede de concelho e distrito, e principal cidade do Centro de Portugal, é uma das mais históricas localidades do País, dona de um património riquíssima, banhada pelo notável rio Mondego.
A presença humana nesta região abençoada pela natureza, com a mais valia de um Mondego navegável, vem de tempos remotos, tendo sido ocupada pelos Celtas, e culturalmente transformada pelos Romanos. Visigodos, entre 586 e 640 deixaram igualmente a sua marca, passando para o domínio Muçulmano em 711. A reconquista definitiva dá-se em 1064, pelas tropas de Fernando Magno, e já em 1139, o Rei D. Afonso Henriques faz de Coimbra a capital do Reino, estatuto que conserva até 1260.
Coimbra foi, também, um importante entreposto comercial, sendo que a maioria das trocas comerciais se processava pelo rio Mondego, que permitia uma ligação privilegiada ao porto de mar da Figueira da Foz.
A Universidade de Coimbra foi outro dos grandes marcos culturais e de desenvolvimento da cidade, tendo existindo entre 1309 e 1336, depois entre 1354 a 1377, passando nos intermédios para Lisboa. Em 1537, D. João III instalou definitivamente os Estudos Gerais (universidade) em Coimbra.
A primeira metade do séc. XIX foi um período particularmente penoso para Coimbra, com as invasões francesas e as lutas liberas. Só na segunda metade do século, Coimbra conhece o progresso com a introdução do telégrafo eléctrico e a inauguração do caminho-de-ferro.
Com uma história tão rica, denotando a importância desta cidade a nível nacional, Coimbra é dona de um esplêndido Património, que importa conhecer, cunhando a própria nacionalidade e consciência Portuguesa.
Monumentos como a Sé Velha e as Igrejas de São Tiago, São Salvador e Santa Cruz (com os túmulos dos primeiros reis de Portugal) retrocedem aos inícios da nação Portuguesa. Muitos outros monumentos são de realçar em Coimbra, como os bonitos conventos de Santa-Clara-a-Velha e Santa-Clara-a-Nova (onde D. Inês de Castro terá sido apunhalada até à morte), a Igreja de Santo António dos Olivais, o Mosteiro de Celas, o Jardim (ou Claustro) da Manga ou a Sé Nova de Coimbra.
Coimbra possui igualmente bonitos e aprazíveis espaços verdes e ajardinados, como o Parque Verde do Mondego, o do Largo da Portagem, o Parque Dr. Manuel Braga, o Jardim Penedo da Saudade, o Parque do Vale das Flores ou o Parque de Santa Cruz.
Definitivamente a não perder é o espaço da Universidade de Coimbra, com o seu Museu de Arte Sacra, a deslumbrante Capela de São Miguel e a fantástica Biblioteca Joanina (magnífica construção do século XVIII, em talha dourada e madeiras exóticas e com 300 mil volumes) e o espaço do bonito Jardim Botânico. A tradição académica de Coimbra, com as animação das afamadas repúblicas, presente também nos bares e festas da cidade antiga, bem como o típico Fado prevalecem até aos dias de hoje com a mesma força cultural de outrora.
Mantendo firme a vontade de preservação de todo este magnífico património, Coimbra oferece importantes espaços museológicos, com especial destaque para o Museu nacional de Machado de Castro, instalado no antigo Paço Episcopal da cidade e considerado mesmo um dos mais importantes museus do País.

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