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Constância é uma bonita vila, sede de concelho, situada no Centro do País, aninhada entre os bonitos rios Tejo e Zêzere, numa espécie de Península, muitas vezes apelidada de “Vila Poema” por ter sido local de residência do grande poeta Português, Luís de Camões, que nela se terá inspirado para algumas das suas obras.

Constância ergue-se orgulhosa de branco vestido pela encosta acima, com a pureza dos rios a seus pés. Nas suas estreitas ruas de branco caiadas respira-se história, alegradas por flores, cores e paz de espírito.

A sua antiga história está indissociavelmente ligada a estes dois importantes rios que a banham. Outrora apelidada de “Punhete”, aqui viveram Iberos, Romanos, Visigodos e Mouros. Constância viveu muito do transporte fluvial, da construção e da reparação naval, da travessia e da pesca.
A sua realidade alterou-se com a chegada do caminho-de-ferro, no século XIX, e do transporte rodoviário, em meados do século XX, e com a construção das barragens que a circundam, virando-se cada vez mais para a indústria turística.

O seu rico património apresenta monumentos como a sobranceira Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, com o tecto pintado por José Malhôa, de onde se tem um idílico panorama, e outros como a Igreja da Misericórdia do século XVII, as Igrejas de Santo António e de São Julião, a Casa Memória de Camões, onde terá o Poeta vivido entre 1547 e 1550, o Pelourinho da vila, ou a Ponte Metálica sobre o rio Zêzere, importante obra de Gustavo Eiffel.

Constância é afamada também pelas suas festividades, como a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Páscoa, quando a vila se enfeita de papéis coloridos, tasquinhas, e animação pelas ruas, com o ponto alto na 2a feira, quando acontece a antiga procissão de barcos ornamentados.
Igualmente famosas são as "Pomonas Camonianas", que têm lugar anualmente a 10 de Junho, retratando a época medieval, prestando toda a vila homenagem a Luís de Camões.

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