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Escalos de Cima, com cerca de 1100 habitantes, caracteriza-se pela presença romana em alguns dos seus traços e artefactos ainda bem conservados, encontrando-se na altura sob influência e protecção da grande cidade da Egitânia, hoje Idanha-a-Velha, termo que terminou por volta de 1199, quando por pedido de D. Sancho I, o Papa Inocêncio III fez a transferência da cátedra episcopal para a Guarda.

A proximidade com a grande cidade Egitânia beneficiou muito os Escalos de Cima, pois era um ponto de passagem entre "Castello Branco" e a mesma.

Com o passar dos anos a grande Egitânia foi perdendo algum destaque e influência, ao contrário de Castelo Branco que se desenvolvia com grande dinamismo, fruto da necessidade de proteger a região dos Mouros vindos de Cáceres e Badajoz.

Escalos de Cima foi uma das aldeias que mais beneficiou dessa situação devido à proximidade e ao dinamismo da sua população. Criou a sua própria via para Castelo Branco, conhecida ainda nos nossos dias como o "Caminho da Villa", onde se acentuaram as trocas comerciais e a movimentação populacional.

Este conjunto de factores contribuiram todos para caracterizar nos dias de hoje a imagem que Escalos de Cima assume.

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