3.3

São muitas as dúvidas a respeito da origem exacta dos cinco fornos de cal que, actualmente, se inserem no centro histórico de Paço d'Arcos. Parece certo que o aproveitamento do local para queima de cal identifica-se desde épocas muito antigas, detectando-se a primeira referência em 1582.Apesar da recuperação e musealização de um único forno, que exigiu um investimento de cerca de 78 mil euros, e foi fruto de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Oeiras e a Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, o complexo patrimonial é composto por cinco fornos circulares interligados entre si por forma a optimizar os recursos materiais e humanos envolvidos no processo de transformação. Tratam-se de fornos de câmara única, de tipo caldeira, com uma só porta de enforna e com câmara interior em falsa cúpula de tijolo. Adossados aos fornos foram construídas casas de piso térreo, de morfologia rural, cujas fachadas contínuas definiram um quarteirão servido por duas ruas, uma das quais sintomaticamente designada como Rua dos Fornos. Em 1987, com a demolição parcial de uma casa, pôde perceber-se a extensão do complexo e a importância patrimonial deste núcleo.Ao longo dos anos, os fornos foram sujeitos a várias adulterações, a maior parte resultante da paralisia de produção verificada no século XX. Assim, algumas câmaras foram entulhadas e um dos fornos foi parcialmente destruído em 1987, o que motivou a aquisição imediata da estrutura por parte da autarquia.O projecto de arquitectura da recuperação optou por manter a ruína musealizada, em vez de uma reconstrução. Na actualidade, a autarquia estuda a melhor forma de intervir nos restantes quatro fornos, tendo em conta que são ainda propriedade privada. O projecto de arquitectura, todavia, está já realizado desde os inícios dos anos 90, da responsabilidade de Henrique Coutinho Gouveia e Margarida Chorão de Carvalho.

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