Forte de São Julião da Barra

6.8

Considerado como a maior construção de defesa marítima existente em Portugal, o Forte de S. Julião da Barra começou a ser construído no século XVI, no reinado de D. João III. Arquitectos militares de prestígio nesse tempo, como Miguel Arruda ou Leonardo Turriano, colaboraram na obra.

O Forte foi ampliado ao longo dos séculos, já que a sua posição estratégica era considerada de grande importância para a defesa da entrada no Tejo.

A História do Forte não regista grandes feitos no campo militar, apesar deste ter sido bastante armado e de ter recebido efectivos militares significativos. O esforço, no entanto, não serviu de muito... A única vez  em que o Forte foi atacado, foi por terra, o seu lado mais vulnerável, pelo que não conseguiu resistir muito tempo à invasão.

A fortificação foi tomada em 1807 pelas forças francesas comandadas por Junot, tendo sido reconquistada pelas forças inglesas, nossas aliadas, em Setembro de 1808. Um ano mais tarde, o Forte de S. Julião da Barra foi devolvido à administração portuguesa.

O Forte foi também utilizado como prisão política. Ainda hoje as condições em que os prisioneiros viviam podem ser constatadas pela desumanidade das suas celas.

Como edificação militar, é das mais imponentes obras que podemos visitar. No entanto, só é possível ter uma verdadeira noção da sua grandeza, percorrendo-se as suas muralhas e mergulhando no intrincado de salas e masmorras, parando também para apreciar a beleza da antiga cisterna, hoje utilizada como salão para recepções.

O Forte de S. Julião da Barra é actualmente propriedade do Ministério da Defesa.

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