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Situada bem próximo do magnífico Palácio da Ajuda, na cosmopolita Lisboa, a Igreja da Memória é um dos tesouros que a capital do País tem para oferecer.

A sua construção teve início em 1760, em memória da tentativa de assassinato do rei D. José pela família Távora (a 3 de Setembro de 1758), provindo daí o seu nome. D. José retornava de um encontro com uma senhora da família Távora, sendo a sua carruagem atacada, e o Rei ferido com uma bala no braço. O Marquês de Pombal, que já tinha então problemas com a família, e gozava de poder absoluto, não perdeu a oportunidade para se vingar, acusando-os de conspiração contra a família real, tendo em 1759 sido a família executada. No Beco do Chão Salgado, na Rua de Belém, ainda hoje se encontra um pilar de homenagem à família.

Os trabalhos de construção da Igreja pararam em 1762, por motivos financeiros, e só em 1781 são retomadas, já com alterações ao projecto inicial.

O projecto inicial esteve a cargo do Italiano Giovanni Carlo Bibienna arquitecto e cenógrafo muito conceituado na época, a condução das obras foi entregue a Mateus Vicente de Oliveira, que substituiu o arquitecto Italiano.
Após a referida paragem nas obras, a conclusão da Igreja foi projectada pelo Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, que introduziu alterações ao anterior projecto, ficando apenas por concluir os trabalhos na torre sineira aquando a morte do Arquitecto.

A Igreja apresenta-se hoje em dia num gracioso estilo neo-clássico, com interior em mármore, destacando-se a sua cúpula e o célebre túmulo de Sebastião José de Carvalho e Melo, o célebre Marquês de Pombal.

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