Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela

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A Igreja de Tarouquela, classificada como Monumento Nacional desde 1945, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico e é tudo o que resta de um mosteiro de monjas beneditinas que aqui laborou até ao século XVI. Fundado no século XII, foi na centúria seguinte, já sob a reforma beneditina, que se edificou o templo existente. É pela influência desta ordem religiosa que o românico chega a terras de Tarouquela, uma vez que nas igrejas beneditinas são frequentes temáticas escultóricas como animais antitéticos, dois homens com uma só cabeça, serpentes e sereias, entre outras. No exterior da Igreja destaca-se o portal principal, cujo tímpano, decorado com um motivo floral, parece guardado por dois quadrúpedes de cujas mandíbulas pendem figuras humanas.

Estas esculturas, que a população chama de cães de Tarouquela, parecem tratar-se de representações destinadas a afastarem o mal. Também os cachorros evidenciam ornamentação fantástica, figurativa ou animal, como o exibicionista, oculto desde o século XV pela Capela de São João, hoje sacristia. Esta estrutura, que anuncia a introdução do estilo gótico, foi edificada entre 1481 e 1495, assinalando a relação deste mosteiro com as famílias senhoriais da região que, através das abadessas, aqui impuseram o seu domínio. No interior merece destaque a escultura da Virgem entronizada amamentando o Menino, do século XVI, e possivelmente proveniente de uma oficina de Bruxelas. 

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