Igreja de São Martinho de Mouros

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A Igreja de São Martinho de Mouros, classificada como Monumento Nacional desde 1922, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico.   A torre-fachada da Igreja não corresponde a necessidades militares. Para esse efeito serviam as fragas e vales deste local que auxiliaram os cristãos a tomar o castelo de São Martinho. Assim, esta Igreja, edificada no século XIII, embora se destaque no românico português pela excêntrica volumetria da sua fachada, cumpre ainda hoje as funções para as quais foi construída, já em tempos de paz: a liturgia. O seu projeto inicial era arrojado, mas ficou incompleto. A inscrição de 1217, descoberta num silhar [pedra] da capela-mor, evidencia o início da construção ou a conclusão de uma primeira fase de edificação, dando assim expressão à hipotética ideia de um templo com três naves abobadadas.

Diante desta surge um arco triunfal apontado e encimado por óculo emoldurado. Foi, contudo, na Época Moderna e, sobretudo, no período barroco que a espacialidade da Igreja mais modificações sofreu, sendo exemplo a capela-mor, intervencionada sob a responsabilidade dos padroeiros.
Cabe destacar as pinturas da oficina dos Mestres de Ferreirim (cerca de 1530), o trabalho de talha do retábulo-mor [altar principal], de estilo nacional, e do teto de temática hagiográfica [vida dos santos].

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