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Classificada monumento nacional, reconstruída no século XVI, fachada com um portal tipo manuelino com decoração de influência renascentista que é encimado pelas armas de D. João Ill e de D. Catarina de Áustria.

A porta de madeira, (1712) e de almofadas altas, com pregaria. Na parede exterior norte há uma porta lateral quinhentista, de cornijas e aletas. A outra porta, de tipo manuelino provém de uma capela do Turcifal. O Interior é de três naves de quatro tramos, cujos arcos redondos assentam em colunas, com capiteis toscanos.

Apresenta grande variedade e riqueza de azulejos de diversas épocas, desde os verdes e brancos quinhentistas (que cobrem as naves laterais) e os de tapete do século XVII, ate aos painéis do século XVIII, como os da capela lateral da Senhora da Boa Hora.

Esta Igreja possui algumas esculturas notáveis dos séculos XVII e XVIII, nomeadamente: "S. Pedro" e "S. Paulo"; "N. Senhora da Conceição S. Joaquim" e "Santa Ana". Na sacristia podem admirar-se duas tábuas quinhentistas e a sala que comunica com a sacristia: a casa da Irmandade dos Clérigos. Possui tecto de madeira dourada e policromada, onde se encaixam as quatro telas dos Evangelistas. (por Bernardo de Oliveira Góis).

Finalmente, referência para a arca sepulcral metida num edículo manuelino. Lavrada em pedra da região, à direita, no transepto, onde se encontram os restos mortais de João Lopes Perestrelo, fidalgo da corte de D João II, companheiro de Vasco da Gama numa das suas viagens a índia, e instituidor do morgadio da Quinta do Espanhol.

Junto ao púlpito a lápide de Luís Mousinho de Albuquerque que foi morto em Torres Vedras, em 1846 na batalha entre as tropas do Conde de Bonfim e do Duque de Saldanha.

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