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A Ilha do Pessegueiro, ao largo de Porto Covo, é um dos locais mais bonitos da Costa Alentejana.
Os estudiosos acreditam que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da ocupação romana da península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.
À época da Dinastia Filipina, projectou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.
A partir de 1590, no âmbito desse projecto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.
Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.
A Ilha do Pessegueiro granjeou fama como refúgio de piratas. Uma das lendas locais relata a chegada à ilha de piratas vindos do norte de África, que ali só encontraram um eremita, decidido a defender a capela à sua guarda e a impedir o seu próprio cativeiro. Os piratas mataram o eremita, saquearam a capela e atiraram para um silvado a arder a imagem da Virgem e depois partiram. Vieram então as gentes de Porto Covo, que procuraram a imagem em toda a ilha. Descobriram-na intacta e colocaram-na numa outra ermida, que passaria a ser conhecida por Capela da Nossa Senhora Queimada.

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