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A segunda maior Ilha do maravilhoso Arquipélago dos Açores, a Ilha do Pico, é uma jóia natural, desenvolvendo-se em redor do ponto mais alto do território Português, o pico do Pico, situado a 2351 metros de altitude, conhecido por Piquinho.

A Ilha do Pico estende-se por 447 km2 de superfície, 42 km de comprimento e 15,2 km de largura máxima, inserida no grupo central de Ilhas da Região Autónoma dos Açores.
O arquipélago dos Açores divide-se em três grupos: o Grupo Oriental constituído por São Miguel, Santa Maria e os ilhéus das Formigas; o Grupo Central com Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa e o Grupo Ocidental, formado pelas ilhas Flores e Corvo.

As datas de descobrimento do Arquipélago são uma incógnita, existindo correntes históricas que afirmam já virem designados em mapas Genoveses desde 1351, contudo foi a partir de 1431 que as Ilhas começaram a ser povoadas.
De facto, não se tem conhecimento da data de descoberta da ilha do Pico, pensando-se que a sua colonização se terá iniciado por volta de 1480, maioritariamente com oriundos da região norte do continente Português. Desde os primeiros tempos, o Pico tornou-se num importante pólo comercial, dada a facilidade de comunicação portuária com a Ilha do Faial, e com a crescente importância agrícola, nomeadamente no cultivo de trigo, criação de pomares e na importante vinha, que alterou a paisagem e a cultura ocidental da Ilha, classificada desde 2004 Património da Humanidade pela UNESCO.

Outra das principais actividades da Ilha está patente no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, sendo exactamente a caça de Baleia, muito desenvolvida e influenciada pela presença Norte Americana na Ilha, desde finais do século XVIII, e hoje em dia transformada em aprazíveis viagens de observação destes e outros cetáceos, em momentos inesquecíveis.

A Ilha do Pico apresenta diversos pontos de interesse, começando pela própria arquitectura típica de casario simples branco e blocos de lava preta, que tão bem espelham a origem vulcânica da Ilha, mas também lugares como as principais localidades: Lajes, São Roque e Madalena, plenas de história e património, ou outros locais de encanto natural como a famosa Gruta das Torres, as Furnas de Frei Matias ou a formação rochosa do Arco do Cachorro.

Um paraíso para todos os amantes da natureza, a Ilha do Pico, plena de tradição, oferece também um bom património Gastronómico, muito baseado em pratos de peixe e marisco, de onde sobressaem as famosas Caldeiradas, mas também na mais saborosa carne provinda dos muitos pastos que por aqui se encontram, abrindo espaço também ao afamado Queijo (nomeadamente os de São João e do Arrife). Tudo regado, claro está, pelo Vinho Verdelho, ou pelos muito apreciados vinhos tintos e brancos da Ilha.
Terra de grande tradição baleeira, prima pelas variadas peças artesanais em osso e dente de baleia, bem como outras peças de excelência e tradição, que demonstram o encanto destas paragens.


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