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O Memorial de Alpendorada, classificado como Monumento Nacional desde 1910, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico. Foi durante o século XIII que se edificou um conjunto de monumentos que, cumprindo as funções funerárias e de memória, apenas se encontram em território português. Aparecem com alguma frequência situados em caminhos importantes, contrariando a tendência da época para localizar as necrópoles junto a igrejas e capelas. De um modo geral correspondem a sepulturas dos “fiéis de Deus”, ou seja, daqueles que tiveram morte acidental ou em duelo, estando por isso proibidos de se sepultarem em locais sagrados. O Memorial de Alpendorada deve ser entendido neste contexto, conforme nos indica a espada gravada nas pedras superiores do plinto que serve de base ao seu arco. Este símbolo da nobreza encontrava-se igualmente no Memorial de Lordelo (Baião), demolido no século XIX, e prevalece no de Sobrado (Castelo de Paiva). Em Alpendorada estamos diante de uma sepultura de um cavaleiro que se poderá associar a D. Sousino Alvares, figura também ligada ao Memorial da Ermida (Penafiel), embora a tradição ainda associe estes dois monumentos à figura da beata D. Mafalda. Edificado em granito, o seu arco de volta perfeita apoia-se sobre uma base paralelepipédica com dupla cavidade. 

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