Edifício
histórico, começado a construir no século XV (1467) e terminado no século XVIII,
o Palácio da Independência situa-se no Largo de São Domingos e é hoje a sede da
Sociedade Histórica da Independência. Esta Sociedade, fundada em 1861, tem como
principal função dar a conhecer a cultura e identidade portuguesas, através de
conferências, lançamentos de livros, encontros culturais e exposições
temporárias.
Numa viagem ao passado, relembramos alguns aspectos da história que passaram e marcaram o Palácio
da Independência, ou o Palácio dos Almadas para quem preferir.
Palácio da
Independência, porque esteve ligado à Restauração da Independência de Portugal
(1640), e Palácio dos Almadas porque era o sobrenome da família proprietária do
Palácio.
O Palácio
oferece ao visitante vários pontos de interesse, desde a Capela, ao Salão Nobre
e Sala dos Azulejos, passando pelas chaminés (que hoje fazem parte do
restaurante Kantina) até chegarmos ao jardim, onde se encontra a Sala dos
Conjurados e o troço da muralha Fernandina.
Começando pela Capela (construída em 2009), é
dedicada a São Nuno de Santa Maria (foi chefe do exército português de D. João
I). Nesta capela é possível encontrarmos esculturas de algumas figuras
religiosas de Portugal, como a Nossa Senhora de Fátima, o Santo António e a
Nossa Senhora da Conceição.
Continuando a
visita, passamos pelo Salão Nobre,
produto do arquitecto Raúl Lino, também responsável pela escadaria e
pelo corrimão do Palácio. Ainda, sobre o Salão Nobre, é possível observar a
colecção de todas as bandeiras de Portugal. Destaca-se por ser uma grande sala,
propícia hoje para a ocorrência de eventos e palestras, por exemplo.
A Sala dos Azulejos distingue-se, como o
próprio nome indica, pelos ilustres azulejos que compõe todas as paredes da
sala. É possível encontrar histórias nos azulejos, e é de relevar que foram
inspirados pelas ‘’Metamorfoses’’ do poeta romano Ovídio. Neste Palácio, encontra ainda a Biblioteca da Restauração,
que possui um óptimo arquivo, em grande parte graças à colaboração dos seus sócios que vão doando livros, dando continuidade assim ao seu projecto. No pátio avistamos duas grandes chaminés, são do início do século XVI e
foram construídas imitando as chaminés do
Palácio da Vila de Sintra. Se outrora serviam as cozinhas, hoje fazem parte da
sala de refeições do restaurante Kantina (pertencente à INATEL). Um restaurante que tem como principal conceito a promoção da comida de todas as regiões do nosso país, dedicando cada dia da
semana a um prato típico de determinada região.
Por fim, pode
ainda seguir até as traseiras do Palácio onde encontra o jardim e nele o troço da muralha Fernandina. Trata-se de uma muralha mandada construir por D. Fernando no século XIV para
proteger a cidade dos ataques dos castelhanos, pois a cidade de Lisboa tinha crescido
para além das antigas muralhas. Neste local a muralha serviu também como passagem
para as reuniões secretas dos Conjurados que planeavam a restauração da
independência numa sala no fundo do jardim – Sala dos Conjurados.
O Palácio
da Independência é mais um dos segredos de Lisboa, repleto de histórias para
contar. Um Palácio, pronto para receber quem o quiser descobrir e visitar.
Visitas guiadas às 11h,15h e 17 horas