Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

7.6

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, com uma área de aproximadamente 35000 hectares foi criado em 1979, ocupando mais de dois terços do Maciço Calcário Estremenho que é a mais importante zona calcária de Portugal, abrangendo as duas serras que lhe dão o nome e ainda o planalto de Santo António e o planalto de São Mamede.
O parque ocupa uma larga extensão, abrangendo diversos municípios: Alcobaça e Porto de Mós no Distrito de Leiria e Alcanena, Rio Maior, Santarém, Torres Novas e Ourém no Distrito de Santarém.
A Rocha é, pois, o elemento fundamental desta região, e ao longo do tempo, através de processos geomorfológicos, os elementos naturais foram modelando a rocha, sobretudo de origem calcária, dando origem a mais de mil e quinhentas grutas e galerias: um paraíso para Espeleologia.
A área do Parque reúne uma série de raras formações cársicas: algares, poljes, escarpas, campos de lapias, vales secos, exsurgências, etc. Não abundam cursos de água à superfície mas sim vários subterrâneos, que muitas vezes se transformam em grutas e galerias.
Com ocupação humana desde a pré-história, o Parque alberga ainda muitos locais por descobrir, abrigo de povos tão antigos, albergando também aldeias, vilas e cidades de grande legado patrimonial e histórico.
Em praticamente toda a extensão deste Parque, encontram-se muros de pedra solta que caracterizam a paisagem, muitos datados de tempos longínquos, património que revela a pobreza deste solo, que desde muito cedo foi explorado e aproveitado o seu melhor. Local de pastorícia, já desde o tempo de tribos nómadas pré-históricas, é comum observar espalhadas pelos campos “Casinas” de pastores feitas nesta pedra solta, que serviam e servem para abrigar os pastores das intempéries.
Cerca de 24000 habitantes residem na área do Parque, mas concentrados na periferia, em pólos de indústria têxtil e curtumes, enquanto que a população rural começa a escassear.
O Parque possui, ainda, das poucas salinas de origem não marinha existentes em Portugal.
Mais de seiscentas espécies vegetais podem ser encontradas no parque, representando cerca de um quinto do total das espécies em Portugal, muitas das quais não se encontram em mais nenhum local. A maior parte da superfície do Parque é ocupado por matagais, encontrando-se olivais, carvalhais (onde se encontra o carvalho-cerquinho) e algumas zonas de pinhais. Orquídeas, narcisos, alecrim, entre muitas outras espécies vegetais aqui se encontram.
Em termos de fauna, o símbolo do Parque é o Morcego, o que não é de estranhar devido à quantidade de grutas e galerias existentes na região. Mas outras espécies aqui proliferam, como a Gralha-de-bico-vermelho, o bufo-real bem como diversas espécies de repteis e anfíbios, como salamandras, sapos e tritões.

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