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Pelourinho de Valhelhas

Valhelhas - Manteigas

Informação

Valhelhas conheceu grande prestígio ao longos séculos, tendo chegado a ser concelho, extinto em 1855. Recebeu foral de D. Sancho I em 1188. O termo de Valhelhas permaneceu durante muito tempo ligado às ordens militares, tendo pertencido ainda a D. Gonçalo Peres, mestre da Ordem de São Julião do Pereiro (mais tarde Ordem de Alcântara), até ao reinado de D. João I. Mais tarde, o senhor de Valhelhas foi D. Rodrigo de Castro, alcaide-mor da Covilhã, e pai de D. Cristóvão de Castro, bispo da Guarda. O actual pelourinho é provavelmente uma construção de meados de Quinhentos, portanto bastante posterior ao foral manuelino que o concelho recebeu em 1514. O pelourinho situa-se no largo principal de Valhelhas, diante dos antigos Paços do Concelho e cadeia comarca, hoje edifício da Junta de Freguesia, e da Igreja Matriz. O soco é composto por sete degraus octogonais, que atestam da importância do concelho na época de construção do pelourinho; directamente sobre este soco ergue-se o fuste, também octogonal, sustentando um capitel composto por anéis octogonais e uma gola central, com a data de 1555 inscrita numa face, e números romanos quase totalmente ilegíveis nas restantes. O capitel serve de base a um tabuleiro circular e ao remate do pelourinho, que constava de cinco pináculos bojudos, quatro menores, dispostos em cruz e apoiados em pequenas mísulas sobressaindo do tabuleiro, e um central, de maiores dimensões. Dois dos pináculos pequenos encontram-se truncados.A tipologia dos pelourinhos de tabuleiro é relativamente escassa, existindo alguns exemplos que melhor permitem entender exemplares como o de Valhelhas; a bandeja sustentando fogaréus encimava normalmente um grande ábaco, nos pelourinhos de bloco, como acontece no Prado (Vila Verde, Braga), representando a evolução da tradicional gaiola, rematada por um ou mais pináculos. Nos casos onde o tabuleiro da gaiola se torna no remate principal, este exibe geralmente colunelos (caso do pelourinho de Murça, Vila Real), evocações dos elementos estruturais da própria gaiola; no caso de Valhelhas, o tabuleiro sustenta directamente os pináculos do topo, como acontece em Fonte Arcada (Viseu). Esta é, no entanto, uma situação rara em pelourinhos quinhentistas, tornando algo dúbia a datação de 1555.

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