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A Ponte de Esmoriz integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico. De um só arco de volta perfeita, tabuleiro ligeiramente levantado com guardas e sem talha-mares ou contrafortes, a Ponte de Esmoriz une as margens do rio Ovil, no antigo couto de Ancede [lugar com privilégios]. O seu aparelho é regular, bem talhado com aduelas [pedras que formam o arco] estreitas e compridas. Nas Memórias Paroquiais de 1758 é referida juntamente com outras cinco travessias no circuito da paróquia. Mas a primeira referência, para já conhecida, data de 1666, quando se referem certas confrontações de propriedades do senhor da casa de Esmoriz. Efetivamente, esta pequena Ponte situava-se no centro de interesses eclesiásticos e senhoriais: na encosta da margem esquerda do Ovil, a casa de Penalva, quase em frente, a de Esmoriz, e, não muito longe, o poderoso Mosteiro de Ancede (Baião). Este, mesmo após a sua incorporação na ordem dominicana, no século XVI (sendo anteriormente dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho), que centralizava a sua administração em Lisboa, continuou a polarizar vários interesses, nomeadamente os dos negócios de comércio e exportação, que os monges bem souberam rentabilizar. Conhecida a sua intervenção no arranjo e construção de calçadas, talvez se lhes deva a construção da Ponte de Esmoriz, interessante exemplo de engenharia vernacular [tradicional].

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