Reserva Natural das Berlengas

7.6

Um património natural de grande valor, o pequeno arquipélago das Berlengas, situado a cerca de 10km a oeste de Peniche, é constituído pela ilha da Berlenga Grande e recifes adjacentes, as Estelas e os Farilhões-Forcados, estando classificado como Reserva Natural desde 1981.
A ilha principal, a Berlenga, ocupa cerca de 2/3 da superfície total, existindo a leste a chamada Ilha Velha, separada pela erosão marinha.

Este é um local que ainda hoje se apresenta quase no seu estado natural, pouco alterado pela mão humana, de acesso possível por meio aéreo ou marítimo. Apresenta, pois, um importante e rico habitat para as mais variadas espécies, existindo mesmo mais de cem espécies diferenciadas de plantas. Em termos de flora, encontram-se espécies como malmequeres amarelos, papoilas, silenes, arménias, pulicárias, morriões das areias ou armerias, entre tantas outras. A fauna é composta por muitas espécies marítimas como o polvo, a estrela-do-mar, as mais variadas espécies piscícolas, e outras como a lagartixa de bocage, coelho bravo, o rato preto, e uma muito rica avifauna, como o Airo, que é o símbolo da reserva, a cagarra, o corvo marinho de crista, as rolas-do-mar, a andorinha-dos-beirais, e claro, a já famosa gaivota.

A Reserva Natural da Berlenga encanta pelas paisagens de grande beleza que proporciona, com águas cristalinas e encantadores recantos naturais, como é o caso da pequena praia do Carreiro do Mosteiro, ou da Cova do Sonho, entre tantos outros locais de raro encanto. Vale a pena conhecer os recantos desta maravilha natural, através dos trilhos pedestres ou dos interessantes passeios de barcos ao interior das grutas resultantes da acção erosiva do mar sobre o granito

O acesso à Berlenga faz-se de barco através de Peniche, no que muitos reportam como uma “viagem difícil”, dada as fortes correntes do mar, com a duração de 30 a 40 minutos em média. As visitas à Berlenga estão condicionadas ao máximo de 350 visitantes por dia, de modo a manter a maior naturalidade em todas as espécies que habitam a ilha.

A ilha possui dois restaurantes, na “aldeia dos pescadores”, e hipóteses de alojamento no Forte de São João Baptista, no Pavilhão Mar e Sol ou ainda mais próximo da natureza, no Parque de Campismo (sendo aconselhável uma posterior limpeza às tendas, usualmente muito prevaricadas pelos dejectos das gaivotas).

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