Ruínas do Castelo de Faria

8.1

As Ruínas do Castro e Castelo de Faria situam-se num promontório do Monte da Franqueira, no concelho de Barcelos, bem no verdejante norte de Portugal.

Este é um local habitado pelo Homem desde remotos períodos, existindo vestígios de ocupação desde o Período Calcolítico (século III a II a.C.), tendo sido habitado até à Idade Média. De facto, na Idade Média, esta era das mais importantes fortalezas situada entre Douro e Minho.

Na década de 30 do século XX começaram as campanhas de escavação e investigação arqueológicas, retomadas posteriormente na década de 80, que denotaram a importância histórica do conjunto patrimonial. Assim, verificou-se ocupações também na Idade do Bronze (3000 a 2000 a.C.), encontrando-se vestígios cerâmicos e fragmentos de machados de bronze na zona da acrópole, onde se localizaria a ocupação desta época.
Surgem vestígios Castrejos de cerca de 700 a.C., com estruturas em pedra, três linhas de muralhas e habitações com planta circular, existindo provavelmente já nos séculos IV e V a.C. vestígios de trocas comerciais mediterrânicas.
Posteriormente, o local foi habitado por Romanos, com vestígios desde o século I ao VI d.C..

Na Idade Medieval, torna-se num marco defensivo, remontando as primeiras origens do castelo aos séculos IX e X, num aproveitamento das anteriores estruturas, com a modernização que os tempos conturbados da época demandavam.
A partir do século XV o Castelo entra em abandono, restando hoje em dia apenas as Ruínas da poderosa fortaleza de outrora.

O local onde se insere é quase inatingível pela sua elevada altitude, na plataforma de um monte e já no reinado de D. Afonso Henriques era considerado inexpugnável.


A Lenda do Castelo de Faria
Fernão Lopes contou que o castelo foi palco de uma história de amor entre o rei D. Fernando e Leonor Teles.
D. Fernando, prestes a casar com a filha do Rei de Castela, apaixona-se inesperadamente por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o Rei Castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras.
O Minho foi invadido e derrotado, ficando entre os reféns D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria.
Receoso que seu filho entregasse o Castelo de Faria ao inimigo, D. Nuno conseguiu que o levassem até aos muros do castelo para, supostamente, convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Contudo, aproveitou a oportunidade para incitar o seu filho à resistência.
Os castelhanos, traídos, mataram prontamente o velho alcaide e atacaram o castelo. D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso, e saiu vitorioso, dedicando-se ulteriormente ao Sacerdócio, abandonando o cargo de alcaide.

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