Ruínas Romanas de Centum Cellas

7.4

Situadas no Monte de Santo Antão, na freguesia do Colmeal da Torre, pertencente ao Concelho de Belmonte, no Centro de Portugal, muito se tem falado sobre as origens e história destas Ruínas, donas das mais variadas lendas e teorias.

Hoje em dia o que resta destas Ruínas é a sua Torre, também conhecida como Torre de São Cornélio, situada numa zona fértil, próxima da confluência da Ribeira de Gaia com o Rio Zêzere.

Ao longo dos tempos várias atribuições foram dadas a estas ruínas, desde templo a prisão, ou mesmo albergaria, sabendo-se agora, após grandes estudos arqueológicos, que este terá sido um amplo conjunto estrutural, incluindo diversos compartimentos como salas, corredores, escadarias, caves e pátios, constituindo a Torre o espaço central.

Pensa-se, então, que esta seria a “Villa” de Lucius Caecilius, um abastado cidadão romano, negociante de estanho, que aqui terá mandado edificar a sua residência, em meados do século I d. C..

A Torre é composta por dois andares, com cerca de 12 metros de altura, em redor da qual toda a restante habitação se foi desenvolvendo.
O edifício terá sofrido um incêndio e destruição de consideráveis dimensões em finais do século III, altura em que foi alvo de algumas alterações, ao mesmo tempo que ocorreram novas construções.
Sobre as ruínas da própria “villa” terá sido erguida na Idade Média uma Capela dedicada a São Cornélio, com a utilização dos materiais da antiga “villa”, tendo desaparecido a construção no século XVIII.
Provavelmente, durante a Idade Média, a Torre terá tido um papel defensivo, e terá inclusivamente sido reconstruída, ignorando-se as construções envolventes.

A 15 de Outubro de 1927 Centum Cellas foi classificada como Monumento Nacional.

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