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Tomar é uma lindíssima cidade, sede de concelho, da região Centro do País, situada nas bonitas margens do rio Nabão, bem na lezíria Ribatejana, e uma das cidades históricas de Portugal, com tanto para contar e ver.

Esta é uma região ocupada pelo homem desde há longos tempos, apresentando o bonito vale do Nabão vestígios que recuam ao período paleolítico.
No local da actual Tomar já existiram as cidades romanas de “Nabantia” e “Sellium”.
Conquistada ao Mouros em 1147 pelo primeiro Rei Português, D. Afonso Henriques, foi então doada aos Templários em 1159. O Grão-Mestre desta Ordem, Dom Gualdim Pais, iniciou em 1160 a construção do Castelo e Convento que viriam a ser a sede dos Templários em Portugal, e posteriormente da Ordem de Cristo, e é hoje Património da Humanidade, classificado pela UNESCO.
Tomar era um dos bastiões de defesa do País, e uma localização defensiva privilegiada, que se desenvolveu e ganhou importância ao longo dos séculos.

No século XV, o Infante Dom Henrique (1394-1460) aumentou significativamente o tamanho da cidade, ao desviar o rio Nabão, permitindo drenar pântanos e prevenindo cheias.

Com a expulsão dos Judeus de Espanha em 1492, a cidade acolheu grande numero de artesãos, profissionais e mercadores refugiados, conferindo um novo desenvolvimento a toda a região, vitais mesmo para o sucesso dos Descobrimentos Portugueses. Vale a pena conhecer o Bairro Judeu e a ainda original Sinagoga.
Após a expulsão dos Judeus do território Luso, Tomar perde muita da sua força, contudo no século XVIII retoma-a, com a abertura da Real Fábrica por parte do Marquês de Pombal, com um inovador mecanismo hidráulico.

O Património de Tomar é riquíssimo, destacando-se monumentos como a Igreja de São João Baptista do século XV; as Igrejas de Nossa Senhora da Conceição (século XVI) e a de Santa Maria dos Olivais, de origens no século XIII, em tempos matriz de todas as igrejas dos domínios portugueses em África, na Ásia e na América; os Conventos de Santa Iria (onde diz a lenda foi martirizada a Santa Iria) e o de São Francisco do século XVII; a Ermida de São Gregório do século XVI; ou o importante Aqueduto dos Pegões construído no século XVI para abastecer o Convento de Cristo.
Muito mais há para ver e conhecer nesta encantadora cidade Templária, como o curioso Museu dos Fósforos, ou o Museu Luso-Hebraico, bem como o fantástico Parque do Mouchão, com jardins lindíssimos cruzados pelo rio Nabão, entre tantas outras atracções.

A tradicional Festa dos Tabuleiros, realizada cada quatro anos em Julho, durante três dias, é um dos chamarizes da cidade, reunindo um grande número de visitantes nacionais e estrangeiros, atraídos pela beleza e simbologia desta festividade. Esta festa popular de origem pagã caracteriza-se pelo desfile de mulheres com tabuleiros ornamentados de pão, espigas e flores sobre a cabeça, envergando bonitos trajes típicos. Paralelamente, realiza-se também o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo, os Cortejos Parciais, as ruas ornamentadas pela população, os Arraiais e os Jogos Populares e a Pêza.

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