5.8

A Torre de Vilar, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico. mais do que uma construção militar, é um símbolo de poder da nobreza senhorial, constituindo um importante exemplo da “domus fortis” [residência fortificada] no território do Tâmega e Sousa. Deverá ter sido construída entre a segunda metade do século XIII e o início do século XIV, embora o primeiro testemunho desta Torre esteja datado do século XV. Segundo as “Inquirições” [inquérito administrativo] de 1258, “Sancte Marie de Vilar” era uma “Honra” [território] pertencente à família de D. Gil Martins, da família dos Ribavizela. De planta retangular, a Torre de Vilar ergue-se sobre um afloramento granítico que coroa uma pequena elevação. Foi construída em excelente aparelho de granito, com a presença de várias siglas [marcas] de canteiro [pedreiro]. As fachadas apresentam numerosas frestas e subsistem ainda diversas mísulas [pedras salientes] usadas para suporte dos pisos. O último piso corresponderia ao adarve [espaço de vigia] e deveria igualmente possuir ameias e merlões, entretanto desaparecidos, que coroavam o parapeito da Torre. As intervenções levadas a cabo pela Rota do Românico contribuíram para a eliminação do estado de ruína da Torre de Vilar dos últimos séculos.

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