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Vila de touro encontra-se a 10 quilómetros do Sabugal e a 800 metros de altitude, entre dois outeiros (O Cabeço de S. Gens e o Alto do Castelo).
Integra-se numa região de terrenos graníticos, de relevo suave, onde apenas os dois cabeços de Vila do Touro destacam na paisagem.

O seu nome deriva do nome pessoal Taurus, um nome antigo já do século XII. Foi alguém com o nome de Taurus que aqui se fixou e decidiu dar-lhe o seu próprio nome.
Crê-se que o seu povoamento remonte a épocas muito antigas, mesmo anteriores à criação da própria Nacionalidade.

A sua localização numa região próxima às linhas de água, da ribeira do Boi, com diversos terrenos irrigados e férteis, ao mesmo tempo protegida pelos relevos circundantes, permitiu que uma diversidade de comunidades se estabelecesse na região, desde a Pré-História até aos nossos dias.

Desses períodos surgiram diversos vestígios, como algumas sepulturas talhadas na rocha, as quais se encontram no adro da Igreja Matriz. Além destas, surgiram inúmeros objectos pré-históricos nos limites da povoação, como machados de pedra e bronze, duas pias em Vale das Vinhas, que terão sido lagares primitivos e ainda uma espécie de silo para o armazenamento de cereais. O próprio castelo de Touro parece ter sido inicialmente um castro. Actualmente restam apenas os muros e uma porta de arco ogival meio enterrada.

Dois lugares são conhecidos com ocupação romana: os Vilares e a Abitureira. No primeiro lugar são identificados abundantes materiais romanos e diversas sepulturas escavadas na rocha. Algumas inscrições encontradas próximas podem ter procedido de aqui.

Do seu património cultural e edificado destaca-se a Igreja matriz, o pelourinho, as ruínas do castelo, a Fonte Paio Gomes, a Fonte das Patas, o Chafariz do Carvalho, o Chafariz de Churro, as capelas da Senhora do Mercado, de S. Sebastião, de S. Gens e de S. Lázaro, o cruzeiro e os moinhos de água.

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