8.7

Situada numa área abençoada pela natureza, perto das majestosas Serras do Marão e do Alvão, nas confluências dos rios Corgo e Cabril, Vila Real é uma cidade transmontana, sede de concelho e distrito, e uma das mais importantes da província de Trás-os-Montes.
Com vestígios arqueológicos de ocupação humana desde o Paleolítico, Vila Real foi desde cedo escolhida como habitação de diferentes povos, como atesta, por exemplo, o Santuário Rupestre de Panóias, indício de presença Romana. Com as invasões bárbaras e muçulmanas, Vila Real vai sofrendo um despovoamento gradual, voltando a ganhar importância em inícios da Idade Média, estando situada entre importantes nós rodoviários nortenhos, e, a partir do século XVII a instalação da Casa dos Marqueses faz com que muitos nobres da corte aqui se fixem. De facto, ainda hoje se podem observar numerosas pedras de armas que enobrecem as fachadas de muitos edifícios.
Assim, são vários os pontos de interesse que esta cidade oferece, dona de um rico património, e de grande fervor religioso, como se pode observar nas Capelas da Misericórdia, de São Brás, na do Bom Jesus do Hospital, ou na Sé de Vila Real (de origem Dominicana, em estilo gótico tardio, cuja construção iniciou em 1424) ou nas Igrejas de São Pedro, do Bom Jesus do Calvário ou na dos Clérigos, uma interessante obra barroca, de autoria de Nicolau Nasoni.
A natureza tem também um importante papel nesta cidade de paisagens ímpares, que dispõe de jardins e parques, como o Parque Natural do Alvão.
A cultura, história e patrimónios locais não são esquecidos nos interessantes espólios museológicos de Vila Real, como nos Museus de Arqueologia e Numismática de Vila Real, no de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ou no Etnográfico de Vila Real.
Ponto incontornável de interesse nacional é, a cerca de 3 Km da cidade de Vila Real, uma das mais notáveis jóias do Barroco português, com jardins de um romantismo clássico: o Palácio de Mateus.
Terra de tradições bem marcadas, Vila Real é igualmente famosa pelo seu artesanato e costumes. O Barro Preto de Bisalhães, o linho de Agarez, a latoaria e a tecelagem da região são seculares produtos afamados e plenos de qualidade que têm passado de geração em geração.
Em termos de gastronomia, esta cidade transmontana apresenta qualidade na sua mesa. As sopas, vitela e cabrito assados com arroz de forno, as tripas aos molhos, os covilhetes, a carne maronesa, a bola de carne e diversos enchidos são algumas das suas especialidades. A pastelaria é sobejamente conhecida e rica em doces conventuais, com pastéis de toucinho (ou cristas de galo) pastéis de Santa Clara, os pitos de Santa Luzia (feitos de doce de abóbora) e as tradicionais ganchas (doce de ovos e amêndoa). De facto, anualmente a 13 de Dezembro, as raparigas compram pitos para oferecer aos rapazes. Estes retribuem o presente a 3 de Fevereiro, dando ganchas às raparigas, simbolizando talvez «um gancho para apanhar raparigas com vontade de namorar».

Comentários

Já pensou onde quer ir na próxima viagem?.
Encontre aqui o Alojamento ideal para si!