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Novas exposições na Casa das Histórias Paula Rego

Cascais - Cascais
Avenida Republica Cascais [Mapa]
publicado 18/12/2025

A Casa das Histórias Paula Rego inaugura hoje duas exposições que aprofundam diferentes dimensões da obra da artista: A Coleção da CHPR em diálogo com a Coleção da artista, (salas 1 a 7), e Costumes and pictures: o vestuário na obra de Paula Rego, (sala 0). As mostras apresentam novas perspetivas sobre o processo criativo e o universo temático de Paula Rego, incluindo obras inéditas e outras menos conhecidas do público.

Com curadoria de Catarina Alfaro, as exposições são uma iniciativa da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais, reafirmando o compromisso das instituições com o estudo e a divulgação do legado da artista portuguesa.

A Coleção da CHPR em diálogo com a Coleção da artista propõe uma leitura renovada da obra de Paula Rego a partir do encontro entre dois núcleos fundamentais que se complementam: a coleção da Casa das Histórias Paula Rego e a coleção da artista. Este diálogo permite observar temas, personagens e técnicas que se cruzam ao longo de décadas, revelando a coerência e a vitalidade de uma obra profundamente enraizada na experiência e na imaginação. A exposição permite acompanhar o percurso de Paula Rego desde as primeiras experiências em Londres, na Slade School of Fine Arts, até à consolidação da linguagem pessoal, marcada pelo cruzamento entre imaginação, literatura e realidade social.

Entre os destaques contam-se obras inéditas, como um autorretrato não datado e o retrato da neta Darcey, bem como cadernos de desenhos dos anos 1970, apresentados pela primeira vez, que evidenciam o processo experimental da artista. 

A exposição abrange obras emblemáticas como Dia e Noite (1953), Encontro com Adélia (2013), A última mamada (2012), O pescador (2005), A Mãe a usar a pele do lobo (2003) – da série Capuchinho Vermelho –, recentemente adquirida pela Fundação D. Luís I e em depósito no museu. A mostra inclui o modelo fabricado pela própria artista a Árvore das Musas (2007). Evidenciam-se ainda três obras de uma série dedicada à Depressão (2007), em que a artista capta o sentimento de incompreensão, construindo imagens ferozes da solidão e do sofrimento humano.

O percurso não segue uma ordem cronológica, mas organiza-se em torno de temas e emoções recorrentes. A vida e a obra de Paula Rego surgem aqui como realidades inseparáveis, num diálogo contínuo entre o íntimo e o universal, o político e o poético.

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