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A Moagem - Fábrica das Artes uma nova oferta cultural em Tomar

R. João Carlos Everard [Mapa]
publicado 22/06/2021

Com a inauguração do espaço “A Moagem - Fábrica das Artes”, que ocorreu no dia 16 de junho de2021, Tomar passa a contar com uma nova oferta cultural, em pleno centro da cidade, no edifício da Moagem A Portuguesa. O projeto que agora abre portas ao público (de forma experimental) engloba diferentes vertentes. Por um lado, promove a reabilitação e valorização patrimonial, enquanto o processo de musealização da antiga fábrica é aguardado, permitindo assim que o espaço conheça uma nova dinâmica baseada na criatividade (considerada pela União Europeia como a indústria do futuro - ver programa Europa Criativa), através da instalação de oficinas e ateliers criativos, cuja programação e curadoria ficará a cargo do Município.

O edifício da Moagem A Portuguesa data de 1912 e é parte integrante do Complexo Cultural da Levada de Tomar, um conjunto arquitetónico de relevância edificado junto e sobre o rio Nabão e que conta a história deste equipamento industrial desde o séc. XII até ao séc. XX. A transformação da fábrica da Moagem em unidade museológica será uma realidade, em breve, mas enquanto este processo não avança, os cinco pisos que constituem este espaço vão ser ocupados com o projeto “A Moagem - Fábrica das Artes”, cuja relevância cultural e patrimonial se assinala.

Numa primeira fase engloba a instalação de oficinas de artes tradicionais ligadas à Festa dos Tabuleiros, no piso térreo, nomeadamente: oficina de latoaria com a artesã Otília Marques, oficina de cestaria com o artesão José Henriques, oficina de olaria tradicional com o artesão Celestino Marques e oficina de flores de papel e rodilhas com a artesã Maria Vitória Simões. Nos três primeiros pisos podem ser visitadas as oficinas e ateliers criativos ali instalados e que contam com a presença do artista têxtil João Bruno Videira, no piso 1, Dawn Mendonça e Bill Rivers com atelier de pintura no piso 2 e João Pinto Costa com oficina de cerâmica no piso 3. O último piso fica reservado para residências artísticas, com carácter temporário, sendo o primeiro convidado Mário Bicho com a arte da joalharia.

 O projeto “A Moagem - Fábrica das Artes” pretende afirmar-se como um polo de fruição cultural, de atração turística e que seja reconhecido como uma referência a nível nacional e internacional. Desta forma, dá-se um passo determinante e decisivo para a história da indústria de Tomar se perpetuar no futuro.

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