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As paisagens deslumbrantes, aliadas a um valioso artesanato (latoaria, tanoaria, cestaria, pirotecnia), à gastronomia regional e à “trilogia de excelência produtiva” (Vinhos “DÂO de Penalva”, Maçã Bravo de Esmolfe, Queijo da Serra) e a uma grande diversidade de Património Histórico-Cultural, assim como as antigas casas de granito, os solares, os antigos moinhos nas margens do rio Dão, do Côja, do Ludares e do Carapito, fazem de Penalva do Castelo um local de visita obrigatória.

O seu nome teve origem na existência de um antiquissíma fortaleza (na margem direita do Alva) da qual não restam vestígios.
Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.
Desde os primórdios, o Homem escolheu as ter­ras de Penalva para nelas habitar. Testemunhos des­ses longínquos tempos são os variados monumentos que nos legaram (Anta e Abrigos Pré-Históricos do Penedo de Com, Castro da Serra da Paramuna, etc...). Por aqui passaram Lusitanos, Romanos e Ára­bes marcando as deslumbrantes paisagens e a alma do beirão.
Conquistadas ao infiel, no séc. XI, por Fernando o Magno, as Terras de Penalva, desempe­nharam um importante papel na defesa das hostes cristãs e dos territórios a norte do Mondego.
Fruto de um clima muito próprio, as Terras de Penalva, beijadas pelo Dão, produzem um soberbo vinho de elevadíssima qualidade, acompanhante por excelência do afamado e delicioso Queijo da Serra e da tradicional broa de milho cozida em fomo de lenha. De Esmolfe, vem a Maçã.

Pelos montes, recortados por pequenos vales e manchas de pinheiro bravo, abundam perdizes, lebres, coelhos e javalis proporcionando excelen­tes caçadas. Do mesmo modo, nos quatro rios que atravessam o concelho (Dão, Carapito, Ludares e Coja), há em quantidade barbos, bogas e bordalos.
Aqui encontram-se os mais belos solares de toda a Beira, com os seus magníficos e luxurio­sos jardins, radiantes de esplendor e romantismo.
O Concelho de Penalva do Castelo com uma area com cerca de 140km2, com diversos monumentos dispersos pelas treze freguesias do concelho. É de salientar o Mosteiro de Santo Sepulcro, em Trancoselos, tendo sido o primeiro mosteiro a ser construido pela Ordem de Santo Sepulcro em Portugal, nas terras de Castendo.
Existe também uma Ponte Romana na Freguesia de Castelo de Penalva, a ponte passa sobre o Rio Dão. Destacar também a Anta do Penedo de Com com data Pré-Histórica, e também Sepulturas Antropomórficas ambas situadas na Freguesia de Esmolfe.

No que concerne ao património histórico-cultural, Penalva do Castelo possui dois “ex-libris”: a Casa da Ínsua e a Igreja da Misericórdia.
Mas os vestígios do passado pululam um pouco por todo o concelho; destaque-se, por exemplo, o Caminho dos Galegos, em Mareco, a Anta do Penedo do Com, as Sepulturas Antropomórficas de Esmolfe e Castelo de Penalva, o Mosteiro do Santo Sepulcro, a Ponte Romana de Castelo de Penalva, a Capela de Nª. Srª. do Ó, na Corga, a Igreja Paroquial de Castelo de Penalva, Real, Pindo, e um conjunto diversificado de Igrejas e Capelas, dotadas de importantes exemplares da arte sacra de diversas épocas.

Os pratos tradicionais desta terra são: Caldo casado da região (junto com azeite), Caldo de Cebola, Sopa de Feijão com Couves, Sopa de Castanhas secas, Papas Laberças (de farinha de milho com couves), Papas de Milho rolão com mel, Torresmos de Vinho de alhos com batatas à racha, Cabrito Guisado ou grelhado, Vinho do Dão, Queijo Serra da Estrela, Maça Bravo de Esmolfe, Bolos de Azeite ou de Páscoa.

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