8.0

Este local é, de há longa data, um dos ex-libris da Serra da Estrela. A cascata, com cerca de 10 metros, deve-se à variação da litologia dos locais atravessados pela Ribeira de Leandres. O curso de água, que corre em rochas graníticas, encontra uma barreira natural resistente de rochas endurecidas, pelo metamorfismo de contacto, despenhando-se após o seu atravessamento. Na linha de água, junto à cascata, é visível o contacto do granito porfiróide com uma rocha negra muito dura e de aspecto compacto designada por comeana. Esta rocha forma-se por recristalização dos minerais de xistos e grauvaques, por acção do calor proveniente dos magmas graníticos que neles se instalaram há 300 milhões de anos. A transformação das rochas por este processo tem o nome de metamorfismo de contacto. A sua maior resistência à erosão origina relevos de aspecto agreste, com picos escarpados, bem visíveis do miradouro da curva da estrada, logo a seguir à cascata.

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