7.4

Vila Flor, local com história secular e um passado vasto e rico, está situada a mais de quinhentos metros de altitude, estendendo-se por uma área total de cerca de 32 Km2. Da beleza natural da freguesia, destacam-se os vinhedos e olivais, assim como os fraguedos salpicados por pequenos ramos de giesta, urze e rosmaninho.

Conta a lenda que D. Dinis, no caminho para a raia de Miranda, ao encontro de sua noiva - Isabel de Aragão, achou o lugar tão belo e florido que, a jeito de trovador, lhe chamou ”FLOR”. Desconhece-se qualquer documento anterior ao século XIII que fale da existência deste povoado, mas há quem avente que a sua fundação remonta ao século XI, após o declínio das invasões mouriscas e ao início da política real de repovoamento do território.

O nome de Vila Flor aparece, pela primeira vez, referenciado no Foral de 24 de Agosto de 1286, outorgado pelo Rei Poeta, que manda erguer em seu redor uma cinta de muralhas com cinco portas em arco, restando actualmente apenas uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis. É então que o nome desta vila passa de Póvoa de Além Sabor para Vila Flor.
O património religioso e senhorial edificado, as paisagens e locais naturais de rara beleza, fazem com que a freguesia de Vila Flor ofereça diversos pontos de interesse dignos de visita. É o caso da famosa Fonte Romana, antiga Fonte do poço, uma fonte quinhentista, com quatro pilares e seis colunas jónicas que suportam uma cúpula de tijolo.
A Rua Nova é uma das ruas mais antigas de Vila Flor, situando-se nas imediações do Arco de D. Dinis. Foi em tempos habitada pelos judeus, onde desenvolviam os seus negócios. Perto da Rua Nova, encontra-se a Rua do Saco, também muito antiga, onde podem ver-se algumas casas tradicionais. Ambas foram alvo de intervenção recente, quer a nível de iluminação quer do pavimento.
O Solar dos Aguillares, exemplar raro de habitação senhorial dos primeiros donatários de Vila Flor, do século XII/XIV, é hoje o Museu Municipal, onde se exibem as colecções de pintura, de arqueologia e etnografia, artesanato africano, arte sacra, numismática e medalhística de Raul Sá Correia.

A Igreja Matriz, dedicada a S. Bartolomeu - o padroeiro - foi edificada em substituição de uma anterior que em 1708 foi demolida, é essencialmente barroca, sendo os altares colaterais em talha dourado século XVII, trazidos da Falperra, em Braga. Possui um painel de Manuel de Moura, pintor vilaflorense do século XIX. No seu interior sobressai a Capela da Senhora da Piedade, onde estão sepultados os Condes de Sampaio - donatários de Vila Flor após D. João I - com o respectivo brasão, existem ainda peças de valor incalculável, algumas delas expostas já no Vaticano. Com "uma frontaria muito elegante e bem ornamentada", a igreja é, no seu conjunto, "uma das mais sumptuosas do distrito".
A Igreja da Misericórdia situa-se no Largo do Rossio. No local onde existe agora esta igreja parece ter existido, quase desde o tempo da fundação da vila, uma capela.
Perto do centro histórico da freguesia, encontra-se o Largo do Rossio, onde se podem ver alguns solares brasonados, a Igreja da Misericórdia e ainda o poço no centro da praça, que data de 1861 e, depois de alguns anos “escondido” foi recolocado em 1999, dado que o espaço teve obras de remodelação.
A Casa de família de Raúl Sá Correia, é considerado o melhor solar joanino do concelho de Vila Flor e um dos mais belos do distrito. É uma joia arquitectónica do Séc. XVIII, que embeleza todo o núcleo histórico, onde se insere.
O edifício da Câmara Municipal, construído por volta de 1940, situa-se na Av. Marechal Carmona, avenida principal da vila. Neste local pode ver-se o Centro Cultural, diversas esplanadas e é ainda um local onde muitos vilaflorenses passeiam, especialmente nas agradáveis noites de verão.
Destaque ainda para a Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço e a Capela de Santa Luzia que já foi mesquita árabe.

No campo paisagístico há a salientar o Monte de Nossa Senhora da Lapa, de onde se obtém uma surpreendente panorâmica. Um calcetamento condigno, um parque de merendas, uma boa iluminação e um parque infantil, fazem dele um local digno de visita.
No que toca à cultura, é de assinalar o Centro Cultural de Vila Flor, que acolhe actividades culturais muito diversificadas ao longo do ano.

Comentários

Já pensou onde quer ir na próxima viagem?.
Encontre aqui o Alojamento ideal para si!