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Cabeço de Vide é uma bonita freguesia pertencente ao concelho de Fronteira, situada na vasta região Alentejana, plena de tradição e paz de espírito, famosa por albergar o mais amplo Rossio entre o Tejo e o Guadiana.

Banhada pelas Ribeiras de Vide e do Vidigão, esta é uma região ocupada pelo Homem desde pelo menos o período Neolítico, que aqui encontrou excelentes condições de subsistência.
O povoamento Romano deixou a sua forte influência pela região, passando aqui uma estrada subsidiária da importante via militar que ligava Lisboa a Mérida. Esta via servia as termas de Sulfúrea, onde foram encontradas ruínas de um balneário e muitos outros vestígios arqueológicos desta época.
Cabeço de Vide foi também ocupada pelos Mouros, sendo conquistada por D. Afonso Heniques em 1160, e de novo tomada pelos Mouros em 1190.
Na Idade Média Cabeço de Vide desenvolve-se, sofrendo posteriormente um forte declínio durante as campanhas da Restauração, perdendo cada vez mais a importância de outrora ao longo dos séculos.

A freguesia apresenta um orgulhoso Património de onde se destacam as Ruínas do outrora importante Castelo, a bela Capela do Espírito Santo do século XVI, o Pelourinho e o Cruzeiro, ou a bela Estação de Caminhos de Ferro, elegantemente decorada com azulejos que retratam cenas da vida rural.

Um dos maiores pontos de interesse da região são as já referidas Termas de Sulfúrea, indicadas para o tratamento de doenças de pele, respiratórias e reumáticas, exploradas desde a época de ocupação Romana e situadas num local de grande beleza, com várias fontes e nascentes, numa agradável área arborizada.


A Lenda de Nossa Senhora das Candeias
Conta-se que por estas bandas um condenado à morte por homicídio de um vizinho foi levado da cadeia da vila para o Outeiro da Forca, a fim de lhe ser aplicada a pena proferida: morte por enforcamento.
A população acompanhou o trajecto apupando o condenado. Chegados ao local, o condenado profere as últimas palavras a que tem direito e levantando uma gravura de Nossa Senhora das Candeias grita “Mais uma vez afirmo a minha inocência, Nossa Senhora das Candeias aplica o castigo ao verdadeiro culpado!”.
Nesse instante cai morto uma das pessoas da assistência. O povo libertou o condenado e levou-o em braços de regresso à vila.

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