Pesquisar

GDPR Compliance

We use cookies to ensure you get the best experience on our website. By continuing to use our site, you accept our use of cookies, Privacy Policy, and Terms of Service.

Ruínas do Castelo de Faria

As Ruínas do Castro e Castelo de Faria situam-se num promontório do Monte da Franqueira, no concelho de Barcelos, bem no verdejante norte de Portugal.

Este é um local habitado pelo Homem desde remotos períodos, existindo vestígios de ocupação desde o Período Calcolítico (século III a II a.C.), tendo sido habitado até à Idade Média. De facto, na Idade Média, esta era das mais importantes fortalezas situada entre Douro e Minho.

Na década de 30 do século XX começaram as campanhas de escavação e investigação arqueológicas, retomadas posteriormente na década de 80, que denotaram a importância histórica do conjunto patrimonial. Assim, verificou-se ocupações também na Idade do Bronze (3000 a 2000 a.C.), encontrando-se vestígios cerâmicos e fragmentos de machados de bronze na zona da acrópole, onde se localizaria a ocupação desta época.
Surgem vestígios Castrejos de cerca de 700 a.C., com estruturas em pedra, três linhas de muralhas e habitações com planta circular, existindo provavelmente já nos séculos IV e V a.C. vestígios de trocas comerciais mediterrânicas.
Posteriormente, o local foi habitado por Romanos, com vestígios desde o século I ao VI d.C..

Na Idade Medieval, torna-se num marco defensivo, remontando as primeiras origens do castelo aos séculos IX e X, num aproveitamento das anteriores estruturas, com a modernização que os tempos conturbados da época demandavam.
A partir do século XV o Castelo entra em abandono, restando hoje em dia apenas as Ruínas da poderosa fortaleza de outrora.

O local onde se insere é quase inatingível pela sua elevada altitude, na plataforma de um monte e já no reinado de D. Afonso Henriques era considerado inexpugnável.


A Lenda do Castelo de Faria
Fernão Lopes contou que o castelo foi palco de uma história de amor entre o rei D. Fernando e Leonor Teles.
D. Fernando, prestes a casar com a filha do Rei de Castela, apaixona-se inesperadamente por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o Rei Castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras.
O Minho foi invadido e derrotado, ficando entre os reféns D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria.
Receoso que seu filho entregasse o Castelo de Faria ao inimigo, D. Nuno conseguiu que o levassem até aos muros do castelo para, supostamente, convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Contudo, aproveitou a oportunidade para incitar o seu filho à resistência.
Os castelhanos, traídos, mataram prontamente o velho alcaide e atacaram o castelo. D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso, e saiu vitorioso, dedicando-se ulteriormente ao Sacerdócio, abandonando o cargo de alcaide.

Opiniones

7.7Bueno27 votos

¿Has estado aquí?

¡Evalúa de 1 (Muy malo) a 10 (Excelente)!

Aquí Cerca