Castelo de Noudar - Barrancos

9.4

Noudar terá sido, até à conquista portuguesa, uma fortificação simples, eventualmente uma torre, que na época de domínio árabe, fazia o controle da estrada de ligação a Beja.

 

Com a reconquista cristã desta região, por volta de 1167, pelas forças comandadas pelo lendário, Gonçalo Mendes da Maia, «o Lidador», é pela mão do rei D. Dinis, já por volta de 1300, que a Vila de Noudar recebe foral e é doada à Ordem de Avis, com a condição construir o castelo, que terá sido concluído em 1308.

 

Esta fortaleza chegou a ter um forte dispositivo de defesa, referenciado na época de D. Manuel I, com a existência de barbacãs circundando o castelo, estruturas característica da arquitectura militar do século XV, e essa importância poderá perceber-se, face às guerras com Espanha.

 

A Vila e o seu castelo mantiveram-se ocupadas por tropas espanholas depois Guerra da Restauração da independência portuguesa, até 1707, sendo a sua restituição à coroa portuguesa firmada no, Tratado de Utrecht, em 6 de Fevereiro de 1715.

 

Actualmente Monumento Nacional, o castelo chegou a ser vendido em hasta pública a um proprietário de barrancos, em 1893. Edificado sobre uma planta hexagonal, tem uma cerca com 12 torres, possui uma Torre de Menagem com cerca de 18 metros de altura e duas cisternas.

 

O castelo está ligado a uma lenda, que diz existir nele uma moura encantada, esta moura terá a forma de uma serpente que apresenta uma trança enrolada na cabeça e a sua observação só é possível à noite.

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