Igreja do Salvador de Lufrei

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A Igreja de Lufrei, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1971, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico. O templo de Lufrei, situado num vale próximo à confluência de dois pequenos cursos de água, foi outrora cabeça de um pequeno instituto monástico feminino do qual já não restam vestígios. A Igreja, secularizada em 1455, inscreve-se no chamado românico de resistência, testemunho da vernaculidade e da popularidade que aquele estilo teve entre as comunidades rurais do norte de Portugal. Sem decoração esculpida, a Igreja é iluminada por estreitas frestas posicionadas em pontos-chave do edifício. Os cachorros de perfil quadrangular e o arranjo dos portais testemunham a sua execução tardia.O interior foi profundamente alterado na Época Moderna. Salienta-se o retábulo-mor [altar principal], de cariz maneirista, onde se encontram preservadas as pinturas “pintadas ao antigo”, como as descreveu em 1726 o memorialista Craesbeeck. Também os dois retábulos [altares] da nave se inscrevem neste período.         Todavia, o que mais suscita curiosidade são as pinturas murais escondidas sob a cama de reboco que reveste toda a Igreja, embora sejam já visíveis alguns vestígios tanto na nave como na capela-mor. 

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